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Segundo presidente da Associação Mexicana da Indústria Automotiva, acordo não é causador dos problemas de competitividade no País

A indústria automotiva mexicana se mostrou disposta nesta terça-feira a aceitar cotas temporárias em suas exportações ao Brasil , quando forem em um prazo não superior a três anos. Os dois países revisam há um mês seu acordo comercial no setor automotivo a partir das preocupações brasileiras sobre aumento das importações do México e os possíveis danos que causam à indústria do Brasil.

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"Estamos dispostos a manter o diálogo fluído, e inclusive, podemos ser mais flexíveis em alguma das solicitações do Brasil (...) sempre e quando se chegue a uma rápida negociação para manter o Acordo de Complementação Econômica", sustentou o presidente da Associação Mexicana da Indústria Automotiva (Amia), Eduardo Solís.

O acordo de cotas poderia ser aplicado para "um, dois, três anos, mas temos que assegurar que depois deste período possamos retornar ao livre comércio", acrescentou o representante do setor em entrevista coletiva. Solís fez suas declarações na véspera de uma reunião na Cidade do México entre ministros de Brasil e México a fim de avançar em suas negociações para definir os termos que regerão a troca entre as duas nações.

O Brasil fixou algumas condições como o estabelecimento de cotas às exportações mexicanas, além da revisão das disposições sobre conteúdo regional e antecipação da liberalização do comércio de veículos pesados.

Solís, no entanto, criticou o Brasil por tentar enfrentar seus problemas de competitividade atacando o comércio internacional.  "O acordo não é o causador dos problemas do Brasil, mas também não é a solução porque dizem ter um problema de competitividade com suas exportações. Se eles têm um problema estrutural interno ou monetário, este instrumento não o resolve", concluiu.

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