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Washington, 17 mai (EFE).- O senador Joseph Lieberman questionou hoje o rigor da agência que supervisiona os projetos petrolíferos nos Estados Unidos e pediu que não haja novas permissões para operações em águas profundas até que sejam esclarecidas as dúvidas pendentes.

Washington, 17 mai (EFE).- O senador Joseph Lieberman questionou hoje o rigor da agência que supervisiona os projetos petrolíferos nos Estados Unidos e pediu que não haja novas permissões para operações em águas profundas até que sejam esclarecidas as dúvidas pendentes. Lieberman é o presidente do Comitê de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais do Senado que realiza hoje a primeira audiência no Congresso com funcionários governamentais sobre o vazamento no Golfo do México. Durante a audiência, na qual participa a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, Lieberman questionou se o Serviço de Gestão de Minerais (MMS) fez o suficiente para assegurar uma resposta correta perante uma catástrofe como esta. Lieberman perguntou, por exemplo, por que a agência citada não exigiu que a British Petroleum, operadora da plataforma que afundou no dia 20 de abril e causou o desastre, tivesse um plano melhor para enfrentar um acidente como o ocorrido. "Até que essas perguntas não sejam respondidas de forma satisfatória não vejo como nosso Governo pode permitir que se explorem poços adicionais em águas profundas", afirmou Lieberman. "Sei que o petróleo em águas profundas é importante para nossa independência energética, mas o Governo dos EUA tem uma responsabilidade com a segurança pública que é mais importante e temo que não cumpriu plenamente com essa responsabilidade neste caso", acrescentou o senador. O Governo dos EUA congelou temporariamente a concessão de permissões adicionais para explorações em águas profundas. Por sua vez, Napolitano defendeu hoje a resposta do Governo à catástrofe ao afirmar que se estão dedicando todos os recursos disponíveis para lidar com o ocorrido. Napolitano ressaltou durante a audiência que o pior que pode ocorrer é que o vazamento se prolongue "durante bastante tempo". A secretária de Segurança Nacional evitou dizer se sente-se otimista e se limitou a assegurar que enfrenta o trabalho "dia a dia". "Estamos em meio a uma crise", ressaltou Napolitano, que disse que o trabalho do Governo neste momento é simplesmente "seguir atuando". A BP disse hoje que tentará conter totalmente o derrame no Golfo do México esta semana e assinalou que o tubo que instalou sobre a principal saída de petróleo neste fim de semana captará enquanto isso um quinto do petróleo que flui para o mar. Segundo as estatísticas oficiais, questionadas por um número crescente de cientistas, a cada dia cinco mil barris de petróleo fluem para o Golfo do México, o equivalente a cerca de 800 mil litros. O tubo recém instalado captaria cerca de mil barris, que são transportados para um navio na superfície. O tubo tem 1,6 mil metros de comprimento, a distância que há entre o fundo do mar e o Discoverer Enterprise, o navio que armazena o óleo cru e que queima o gás na superfície. EFE tb/pb

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