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O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de ontem a indicação de Timothy Geithner para secretário do Tesouro, deixando de lado os receios sobre um caso envolvendo-o com sonegação de impostos. Durante o debate que antecedeu a votação - foram 60 votos a favor e 34 contra -, alguns democratas e republicanos questionaram sua credibilidade.

Outros também criticaram seu papel na elaboração do plano de resgate de Wall Street, idealizado pela administração do ex-presidente George W. Bush.

Durante a audiência de confirmação no Comitê de Finanças do Senado, na quarta-feira passada, Geithner pediu desculpas pelos "erros" cometidos na declaração de renda e afirmou ter pago ao Serviço de Rendas Internas, subordinado ao Tesouro, os US$ 34 mil que devia, mais juros.

O novo secretário do Tesouro trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 2001 e 2004 e, apesar de ter pago os impostos em 2001 e 2002, após uma auditoria, quitou o resto da dívida pouco antes de ser indicado pelo presidente Barack Obama.

Esse problema custou o apoio de Charles Grassley, o republicano mais proeminente do Comitê, assim como o de Jeff Sessions e o de Susan Collins, que afirmaram que suas consciências não permitiriam que apoiassem o nome. Os três republicanos ressaltaram que a falta não é leve, que a lei tributária é aplicada da mesma forma a todos e que os Estados Unidos precisam de alguém que ajude a resgatar a confiança do público no governo.

No entanto, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, assegurou que "não há ninguém mais bem preparado" que Geithner para impulsionar a nova agenda econômica.

Geithner, de 47 anos, assumirá as rédeas do Departamento do Tesouro e terá de conduzir o plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso em outubro. Na última quarta-feira, deixou entrever que tomará medidas "muito drásticas" para responder aos problemas que afligem os bancos. Em declarações enviadas ao Comitê, ele assegurou que, por enquanto, o governo de Obama "não tem planos para solicitar mais recursos". Mas, se precisar, alegou que será muito claro sobre sua necessidade.

Era esperado que Obama desse posse a Geithner ainda na noite de ontem.

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