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Se as propostas foram aceitas, Obama poderá elevar o teto do endividamento em até US$ 1,5 trilhão

A semana começa com a reação dos agentes ao acordo anunciado ontem à noite para a elevação do teto do endividamento federal americano. O prazo fatal para o aumento do limite do endividamento era a terça-feira, dia 2 de agosto.

Caso contrário, os Estados Unidos entrariam em default. O plano, apresentado pelo presidente Barack Obama ainda precisa ser votado, mas ele já conta com o apoio de democratas e republicanos no Senado e na Câmara. A proposta prevê a elevação do teto em US$ 900 bilhões casada com uma redução imediata de US$ 917 bilhões em gastos.

No entanto, Obama ponderou que o corte de despesas não será abrupto a ponto de prejudicar a economia. Esse mesmo acordo tem uma segunda etapa. Um comitê especial será montado com o objetivo de propor redução de gastos totalizando US$ 1,5 trilhão ou mais até novembro. As propostas terão de ser votadas até o fim do ano.

Se as propostas foram aceitas, Obama poderá elevar o teto do endividamento em até US$ 1,5 trilhão. Segundo Obama, esse não é o acordo que ele queria. Para o presidente, decisões difíceis, como uma reforma tributária, poderiam ter sido tomadas agora e não por meio de um processo que envolve um comitê do congresso.

Como tudo indica que o default americano deve sair mesmo da pauta, atenção, agora, às agências de rating, já que elas ameaçaram cortar a nota "AAA" dos Estados Unidos independentemente do resultado das votações sobre o teto do endividamento.

Mudando o foco para a agenda de indicadores, mas permanecendo nos EUA, a semana reserva os dados sobre o mercado de trabalho no mês de julho. A criação de vagas pode ser crucial para a formação das expectativas do mercado quanto à atuação do Federal Reserve (Fed), banco central americano.

Os dados saem na sexta-feira. Depois do fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) relevado na semana passada, o coro por um novo plano de estímulo à atividade voltou a engrossar nos EUA. No mercado local, os destaques da semana são o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho e a produção industrial de junho.

Na Europa, as atenções estão voltadas às decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE). Nesta segunda-feira, saem os tradicionais Boletim Focus e Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Também está prevista a divulgação da balança comercial de julho.

Nos EUA, são conhecidos os gastos com construção e o índice de atividade industrial de julho, que deve mostrar leve baixa de 55,3 para 55. Amanhã, são destaques a produção industrial brasileira e a renda e gasto do americano.

Na quarta, sai o índice de atividade no setor de serviços dos EUA. A quinta-feira é dia de política monetária na Europa. A semana acaba com o emprego nos EUA e a inflação oficial brasileira.

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