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Cálculo foi anunciado pelo ministro Guido Mantega para rebater críticas aos empréstimos do banco

O impacto dos empréstimos do Banco Nacional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizados a partir de recursos do Tesouro Nacional em 2009 e 2010 é de sete pontos percentuais no crescimento da economia. Sem os recursos, portanto, o Produto Interno Bruto (PIB)
cresceria 3% e não 7% neste ano, segundo estimativas apresentadas pelo ministro Guido Mantega e o presidente da instituição, Luciano Coutinho.

Em 2009, o efeito da crise financeira, que estagnou a economia brasileira, teria sido pior se os empréstimos não tivessem sido realizados. O impacto dos recursos do BNDES foi de 3 pontos percentuais. Logo, segundo Mantega, a economia teria amargado retração da ordem de 3%.

"Se não tivéssemos feito esses empréstimos, o investimento ficaria parado. Estamos falando de uma estratégia muito bem sucedida; é por isso que saímos da crise. Os Estados Unidos e a União Europeia ainda não saíram da crise, eles ainda estão adotando medidas para estimular a economia", disse Mantega. O ministro ressaltou ainda que, além de fazer bem para a economia, os aportes do Tesouro não geram custo para o caixa da União, já que "o BNDES tem que devolver".

De volta para os cofres públicas

O BNDES conclui um impacto positivo sobre as contas públicas de R$ 79 bilhões, dos quais R$ 37,1 bilhões revertidos em lucro para o banco (o BNDES cobra juros pelos empréstimos) e R$ 41,9 bilhões em arrecadação de impostos a partir dos investimentos. O cálculo rebate críticas feitas ao governo por estar gastando pesados recursos da União com o banco de fomento.

O levantamento considera os aportes realizados no BNDES pelo Tesouro em duas etapas, em 2009 e 2010, somando R$ 180 bi, com prazos de 20 a 40 anos a custo de TJLP (6%). Do total, o banco de fomento está destinando R$ 16 bilhões para as empresas sustentarem capital de giro e R$ 14 bilhões para realizarem exportações. Para a realização de investimentos pelas companhias, estão sendo direcionados R$ 144 bilhões, dos quais R$ 98,7 bilhões em 2009 e R$ 54 bilhões em 2010.

Efeito multiplicador

Os recursos desembolsados às empresas geram, segundo Coutinho, um total de R$ 152,7 bilhões em investimentos totais, considerando recursos das próprias empresas tomadoras do crédito do BNDES. Estes investimentos têm efeito multiplicador, segundo Coutinho, de 1,5 vezes este valor. "Tenho um aumento potencial de PIB de R$ 228 a R$ 229 bilhões, que não ocorreria se não fossem os empréstimos do BNDES", explicou Coutinho.

Em outra conta realizada pelo banco, Coutinho procurou responder à seguinte pergunta: "Se o BNDES não emprestasse será que as empresas conseguiriam fazer investimento de outra maneira?". Nos cálculos do banco, metade dos investimentos realizados no País não teriam sido feitos sem os desembolsos.

Emprego

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