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Receita maior e menos pagamentos de indenizações geraram resultado de R$ 107 mi

Indenizações sob controle, preços reajustados e receitas em alta fizeram com que a SulAmérica conseguisse apresentar lucro líquido de R$ 106,7 milhões no terceiro trimestre do ano, avanço de 8,9% frente ao mesmo período do ano passado e resultado 29 vezes maior do que o do segundo trimestre deste ano, de apenas R$ 3,6 milhões.

“O forte aumento entre trimestres foi basicamente em função do término de um ciclo de alta sinistralidade”, diz o presidente Thomaz Cabral de Menezes, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, em referência ao segmento de saúde (que representa 68% dos prêmios emitidos pela empresa) e de automóveis.

O índice de sinistralidade, que compara receitas e indenizações, estava em 76,2% no terceiro trimestre de 2011 e foi para 81,3% no segundo trimestre deste ano, mas voltou a cair a 76% no terceiro trimestre deste ano. O que ajudou a derrubar o indicador foi a receita: os prêmios emitidos cresceram 14,2% no terceiro trimestre do ano, frente ao mesmo período do ano passado, para R$ 2,8 bilhões. Em relação ao segundo trimestre, a alta foi de 7,7%.

A área que mais cresceu foi saúde e odontologia, com alta de 18,4% nos prêmios emitidos. Destaque para médias e pequenas empresas, que avançaram 31,7%. “Essa área lidera o crescimento pela maior formalização de empregos e empresários vendo possibilidade de oferecer benefícios saúde para atração e retenção”, afirma Menezes.

Depois de saúde, os ramos que mais cresceram foram elementares (15,1%), em que houve limpeza da carteira com a dispensa de clientes que não traziam resultados, o de pessoas (5,8%) e de automóveis (4,1%). A companhia afirma que preferiu prezar por rentabilidade do que por crescimento e, por isso, o avanço menor em automóveis. “Em função da queda do juro básico e de uma maior competitividade, ainda vai existir reajuste de tarifas em automóveis no próximo ano, mas não acredito que no nosso caso seja tão grande quanto neste ano”, afirma o executivo.

O índice combinado da companhia no terceiro trimestre do ano ficou em 99,1% — abaixo de 100%, revela lucro com venda de apólices. No trimestre anterior, havia sido de 104,6%. É a primeira vez que a empresa trabalha com um índice combinado abaixo de 100% durante o ano, o que normalmente só se alcança no final do período.

O resultado financeiro foi de R$ 140 milhões: 18,7% abaixo do montante registrado no mesmo trimestre de 2011, porém 30,2% superior ao segundo trimestre deste ano. “Tivemos 116% do CDI no trimestre, influenciado pela movimentação da bolsa. Em nove meses, terminamos com 110,7% do CDI. A tendência é de melhora dependendo dos mercados.”

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