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Ex-diretor-gerente do FMI tera de pagar do proprio bolso mensalidade da empresa de vigilancia Stroz Friedberg

Após receber liberdade condicional, o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, acusado na Justiça americana de crimes sexuais contra uma camareira de um hotel de Nova York, terá de pagar do próprio bolso até US$ 200 mil (R$ 325 mil) mensais pela segurança particular, informa nesta sexta-feira o jornal francês "Le Figaro".

Strauss-Kahn obteve liberdade condicional da Justiça após passar dias preso no centro penitenciário Rikers Island, em Nova York. Além de pagar US$ 1 milhão de fiança e deixar outros US$ 5 milhões como garantia, o réu tem de usar uma tornozeleira para ter sua localização fiscalizada pelas autoridades.

O "Le Figaro" indicou que Strauss-Kahn contratou a empresa de vigilância Stroz Friedberg, a mesma usada pelo ex-financeiro Bernard Madoff - responsável pela maior fraude conhecida da história de Wall Street. Segundo o jornal, estima-se que DSK - como é conhecido na França - terá de pagar mensalmente entre US$ 80 mil e US$ 200 mil pelos serviços da empresa.

Segundo a emissora francesa "RTL", todos os gastos do ex-diretor do FMI, incluindo honorários dos advogados de defesa (sete no total), estão sendo fiados por sua esposa, Anne Sinclair, que herdou uma fortuna do avô. Ela teria acabado de colocar à venda o apartamento do casal em Washington por US$ 4 milhões.