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Washington, 15 out (EFE).- O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse hoje que acredita que a compra governamental de ações bancárias estabilizará o sistema financeiro, mas advertiu que continuarão as dificuldades econômicas.

"Não há dúvida de que a forma de obter o maior impacto do dinheiro dos contribuintes aqui era investir nos bancos", disse Paulson no programa "Good Morning América" da rede de televisão "ABC".

Na terça-feira, a Administração do presidente americano, George W. Bush, anunciou que usará até US$ 250 bilhões para a aquisição temporária de ações nos bancos privados, com a maior parte desses fundos concentrada em nove das maiores instituições do país.

Paulson disse hoje que espera que as condições econômicas melhorem, mas "haverá sobressaltos e buracos no caminho".

O funcionário reiterou hoje que ele se opôs inicialmente a essa intervenção do Estado no setor privado - sem precedentes desde o New Deal que veio depois da Grande Depressão -, mas acrescentou que os eventos de dias recentes mudaram as circunstâncias.

Paulson disse que a retomada da economia levará tempo e que, a curto prazo, continuarão alguns problemas, como o aumento do desemprego.

"As pessoas devem saber que temos pela frente vários meses com dificuldades", disse o secretário do Tesouro americano, acrescentando que "o que dissemos aos bancos é que se trata de garantir que as instituições sólidas tenham abundante capital".

Ontem, Paulson disse que as maiores instituições bancárias do país já expressaram seu interesse no programa de aquisição governamental de ações bancárias, mas o jornal "The Washington Post" informou hoje que muitos bancos menores estão "furiosos" com o plano.

"Os executivos de bancos menores em todo o país responderam com fúria à estratégia de investimento governamental nas firmas financeiras, e disseram que não precisam do dinheiro, ressentem a intrusão e acham que é injusto proteger as companhias das conseqüências de seus próprios erros", acrescentou o "Washington Post".

Paulson disse na televisão que a iniciativa "está encaminhada somente a beneficiar o cidadão comum, empresários e comerciantes".

"O caminho que empreendemos garante que os bancos em situação saudável tenham abundante capital para que dêem empréstimos e tenhamos confiança no sistema", acrescentou. EFE jab/an

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