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Mesmo com a disparada dos saques para a compra da casa própria, o saldo do FGTS cresceu 153% e fechou o primeiro trimestre deste ano com arrecadação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões. No mesmo período de 2009, por causa dos efeitos da crise, a captação somou R$ 1,482 bilhão.

Mesmo com a disparada dos saques para a compra da casa própria, o saldo do FGTS cresceu 153% e fechou o primeiro trimestre deste ano com arrecadação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões. No mesmo período de 2009, por causa dos efeitos da crise, a captação somou R$ 1,482 bilhão. A expectativa é de que a arrecadação chegue a R$ 10 bilhões este ano, um novo recorde. O resultado, considerado "excepcional" pelo vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Wellington Moreira Franco, reflete, principalmente, o bom momento do mercado de trabalho. Pela primeira vez na história, mais de 50% da População Economicamente Ativa (PEA) contribuíram para o fundo. O número de empresas que fazem depósitos no FGTS avançou de 2,537 milhões, no primeiro trimestre de 2009, para 2,628 milhões no mesmo período deste ano. O número de contas de trabalhadores passou de 29,031 milhões para 30,729 milhões. Com isso, a arrecadação bruta disparou nos primeiros três meses do ano, atingindo R$ 15,3 bilhões - um aumento de 8,81% em relação ao mesmo período de 2009. Esse desempenho foi mais que suficiente para compensar o aumento de 27,4% dos saques para a compra da casa própria. Considerando todas as modalidades de saque do FGTS (como demissão, compra da casa própria, aposentadoria e doenças graves), as retiradas tiveram redução de 8,11%, somando R$ 11,5 bilhões. "A queda do saque ocorreu de maneira virtuosa porque teve redução nos saques por demissão sem justa causa, o que mostra uma melhoria no mercado de trabalho", ressaltou Moreira Franco. A demissão sem justa causa é a principal modalidade de saque do FGTS e, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, registrou um recuo de 8,37% no trimestre. Esse bom desempenho eleva a pressão para que se altere a rentabilidade do FGTS, tema que é motivo de um projeto de lei que tramita no Senado. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>
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