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Veja como o preço de um mesmo produto pode variar em seis países, de acordo com a oferta e o poder aquisitivo da população

Você pagaria R$ 176 por um par de Havaianas? No Brasil, talvez não. Mas no Japão, sim. Levantamento realizado pelo iG junto a moradores de seis países mostrou como podem variar os preços de um mesmo produto mundo afora.

Em contato com consumidores de Brasil, Estados Unidos, França, Japão, Argentina e Índia, é possível perceber a disparidade dos preços, dependendo da região, da oferta e do poder de consumo. Uma caixa de sabão em pó, por exemplo, custa cerca de R$ 5,50 aos brasileiros. Já no bolso dos norte-americanos, o preço médio é de R$ 26. O iG optou por pesquisar produtos básicos do mercado, já que nem todas as marcas estão presentes nos países pesquisados. Em alguns produtos universais, como a Coca-Cola, a lata é mais cara no Brasil: cerca de R$ 2,50.

“Os custos variam de acordo com a natureza de cada local”, diz Keyler Carvalho Rocha, professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA). “O que determina o custo final de um produto é um conjunto de características de cada país, como custos de mão de obra e de capital, tributos, condições climáticas e questões culturais.”

Há um termo específico em economia que determina esse tipo de disparidade de preços em diferentes países. É a paridade do poder de compra (PPC) ou paridade do poder aquisitivo (PPA), que mede quanto determinada moeda pode comprar em termos internacionais (normalmente dólar). Por meio desse indicador, relaciona-se o poder aquisitivo das famílias com o custo de vida do local e leva-se em conta tanto as diferenças de rendimentos como também as diferenças no custo de vida.

Para comparar os valores, o iG tomou por base os preços encontrados pelos consumidores locais em grandes redes de supermercados em seus países. Nos produtos identificados por suas marcas, como é o caso de Coca-Cola, Havaianas, Nike e Häagen-Dazs, foram comparados os mesmos produtos. Para passagens aéreas, foi estabelecido como critério viagens de aproximadamente 1 hora de duração dentro dos próprios países.

Já para calça jeans, foram consideradas as marcas locais. Para raquete de tênis e TV de LCD, entraram nas contas tanto produtos importados quanto nacionais, com características semelhantes.

O iG converteu todos os preços para uma mesma moeda, o real, com a intenção de mostrar quanto os brasileiros gastariam.

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