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Os governos da Venezuela e da Rússia assinam nesta terça-feira acordos de cooperação em diversas áreas a fim de aprofundar seus vínculos nos setores energético, industrial e militar, informou o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizález.

Carrizález recebeu o vice-primeiro-ministro russo Igor Sechin procedente de Cuba, onde realizou uma breve visita.

A estada de Sechin na Venezuela coincide com a presença neste país de dois bombardeiros estratétigos russos TU-160, que sobrevoaram águas internacionais da costa leste da América do Sul, segundo anunciou o porta-voz da força aérea russa, Valdimir Drik, citado por agências desse país.

"Os aviões decolaram da base venezuelana El Libertador às 16H30 (de segunda-feira), hora de Moscou (12H30 GMT), e voaram com direção ao Brasil ao longo da costa leste da América Latina em águas internacionais. Às 22H20 (18H20 GMT), os aviões aterrissaram em um aeródromo da Venezuela", informou o representante militar.

Drik disse ainda que os vôs são realizados "em estrita conformidade com as regras internacionais de uso do espaço aéreo sobre águas internacionais, sem violar as fronteiras de outros países", segundo publicaram as agências Interfax e Ria Novosti.

Os canais de televisão russos exibiram imagens dos vôos.

Os bombardeiros, que chegaram à Venezuela no último dia 10, deixarão Caracas na quinta-feira e irão para Moscou.

No caminho de volta, os dois Tu-160 sobrevoarão as águas internacionais do Oceano Atlântico e o Ártico, segundo a mesma fonte.

O presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou no dia 11 que a presença de dois bombardeiros estratégicos supersônicos russos em seu país era uma advertência para os Estados Unidos.

Moscou anunciou que ia realizar manobras navais com a Venezuela em novembro, no Caribe, numa zona considerada por Washington parte de sua esfera de influência.

O anúncio aconteceu num contexto de tensão entre Moscou e Washington pelo conflito entre a Rússia e a Geórgia, no Cáucaso.

Os dois bombardeiros que se encontram na Venezuela estão em vôos de treinamento, segundo a versão oficial, e não possuem armas nucleares a bordo, conforme declarou na semana passada uma fonte das forças aéreas russas.

uh/cn/fp

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