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Buenos Aires, 18 - Produtores rurais da Argentina voltaram a protestar contra o governo da presidente Cristina Kirchner. Nas manifestações realizadas nas províncias de Buenos Aires, Santa Fe e Entre Ríos, os ruralistas protestaram contra a permanência de medidas ordenadas pelo governo para a restrição das exportações de carne bovina, trigo e laticínios.

Os ruralistas também exigem que o governo defina uma política de estímulo ao setor agropecuário e ameaçam realizar locautes agrários.

O pivô destes novos protestos são as fortes limitações que o governo argentino aplica às vendas de carne, trigo e laticínios para o exterior. Com estas restrições, a administração Cristina redireciona os produtos para o mercado interno argentino, e assim, tenta forçar uma queda de seus preços. Os produtores criticam a medida, alegando que estão perdendo lucrativos mercados no exterior. As restrições para as vendas de trigo afetam o Brasil, cujo mercado possui alta dependência desse cereal proveniente da Argentina.

Os protestos foram realizados pela Federação Agrária, a mais combativa das quatro associações agropecuárias. Seu líder, Eduardo Buzzio, declarou que as manifestações realizadas nesta segunda-feira são apenas um "advertência" ao governo. "Esperamos que o governo leve em conta (as exigências), já que depois destas manifestações o passo seguinte é o locaute, que incluirá a paralisação da comercialização de cereais e oleaginosas, além da realização de piquetes nas estradas", disse.

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