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Londres, 3 dez (EFE).- O Governo britânico fez hoje uma chamada aos banqueiros para que assumam a atual realidade e se resignem a deixar de receber gratificações milionárias, depois que a direção do Royal Bank of Scotland (RBS) insinuou que renunciará se perder os incentivos.

O secretário de Estado responsável pela "City" (centro financeiro de Londres), Paul Myners, chamou os executivos a "voltar ao mundo real" - onde o salário médio do britânico é de 20 mil libras ao ano (22 mil euros) -, enquanto o ministro dos Negócios britânico, Peter Mandelson, pediu que mostrassem "contenção".

Mandelson ressaltou também que as mudanças no pagamento das gratificações deveriam ser aplicadas em todos os bancos - não só nos nacionalizados, onde o Estado é principal acionista -, enquanto o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, lembrou que essas mudanças são derivadas dos acordos do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e emergentes).

O Governo trabalhista está preparando um projeto de lei que conterá as novas regulações para o setor financeiro estipuladas pelo G20.

Ontem à noite, vazou (informação) de que o conselho de administração do banco RBS, parcialmente nacionalizado, pediu assessoria legal para renunciar em bloco se o Governo vetar o pagamento de gratificações a seus diretores.

Os altos executivos reagiram assim diante da recente advertência do ministro da Economia, Alistair Darling, de que o Tesouro, como principal acionista da entidade, teria direito de intervir nas decisões de retribuição no RBS. EFE jm/an

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