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Porto Alegre, 20 - Entidades do Rio Grande do Sul pediram hoje a publicação de um zoneamento agroclimático da cana-de-açúcar específico para o Estado. A publicação do documento permitiria ao produtor comercial contratar financiamento oficial para a cultura.

O Estado não tem tradição no plantio de cana em escala comercial, mas estudos indicam a viabilidade de cultivo em 500 mil hectares, disse o agrônomo da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) Nídio Barni.

O Rio Grande do Sul não tem problemas ambientais para plantar cana, disse o deputado federal Luís Carlos Heinze (PP-RS), que participou de reunião hoje na Fepagro, quando Ministério da Agricultura e a consultoria Agroconsult apresentaram a primeira versão do zoneamento para o Estado. Para atender sua necessidade interna de álcool, o Estado precisaria de 120 a 150 mil hectares de cana. De acordo com Barni, o Rio Grande do Sul gasta R$ 1,4 bilhão por ano na compra de álcool e transferência de ICMS ao Estado de origem do combustível.

Para que seja viável nesta safra, o zoneamento precisaria ser publicado antes do período indicado de plantio, em julho e agosto, informou Barni. "O Rio Grande do Sul precisa buscar alternativas de cultura", defendeu, sobre as áreas consideradas "marginais" para o plantio de soja. De acordo com a Fepagro, a produtividade de cana no Estado chegaria a 80 toneladas por hectare, um pouco abaixo do Paraná, que obtém 90 toneladas por hectare.

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