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O mercado imobiliário do Rio Grande do Norte, que viveu um momento de retração na crise mundial, com a evasão de investidores estrangeiros, começa a ser retomado. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil local, Sílvio Bezerra, credita esse novo momento aos incentivos do governo federal e da prefeitura de Natal.

E também à confirmação da cidade como sede da Copa do Mundo de 2014.

Ao governo federal ele atribui o incentivo da redução da taxa de juros e ao programa Minha Casa, Minha Vida. Quanto à Prefeitura de Natal, Bezerra destaca que o decreto do Executivo autorizando a mudança de tipologia de empreendimentos, de flat para residencial, estimulou o crescimento do mercado.

"Essa mudança (permitindo que o que havia sido registrado como flat passasse a ter registro de imóvel residencial) fez com que 64 alvarás fossem aprovados só no primeiro semestre. Tudo isso movimenta o setor", destacou o presidente do Sinduscon. A mudança influi diretamente na taxa de juros dos bancos para interessados em comprar esses dois tipos de imóvel no caso de residencial, o índice é menor.

Já na relação com o mercado internacional, Bezerra avalia que o investidor que aporta agora é "sobrevivente da crise" e chega disposto a investir em empresas e grandes empreendimentos. "Minha empresa, por exemplo, vendeu 50% a um fundo estrangeiro. Em cinco anos, estaremos construindo 25 mil unidades e investindo R$ 3 bilhões."
Uma amostra da aposta da construção civil potiguar na retomada dos negócios com investidores estrangeiros está no interesse por esse mercado. O empresário Cantídio Neto, diretor da Construtora Metro Quadrado, diz que os investidores dão mostras do interesse no Estado. "Recentemente, divulgamos empreendimentos em eventos internacionais em Londres e nos Estados Unidos. Na Europa, houve grande interesse não apenas dos empresários europeus, mas de indianos e árabes."
O presidente do Sinduscon chama a atenção também para o efeito Copa 2014 em Natal. "Vamos ter a construção de complexo hoteleiro, no centro administrativo, de grandes edifícios comerciais e, consequentemente, a construção de mais imóveis residenciais. A Copa ainda vai trazer o aeroporto (de São Gonçalo do Amarante) e isso vai girar a economia."
Essa expectativa do representante da construção civil é confirmada pelos gestores públicos. "Os grandes grupos empresariais estão voltando a procurar o governo. A perspectiva da Copa está trazendo os investidores não apenas para investir na segunda residência, mas também na construção de novos hotéis", diz o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes.

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