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Cresce a expectativa quanto alguma ação por parte do Fed para estimular o crescimento, via compra de títulos ou outro instrumento

Depois do pânico da semana passada, todos os olhos estão voltados ao Federal Reserve (Fed), banco central americano, que amanhã apresenta sua decisão de política monetária. A reunião, que já era o evento mais aguardado entre os investidores, ganha importância ainda maior depois que os Estados Unidos perderam a nota "AAA" segundo a métrica da Standard & Poor's (S&P).

Com esse rebaixamento de nota, que pode piorar ainda mais as perspectivas para a economia americana, cresce a expectativa quanto alguma ação por parte do Fed para estimular o crescimento, seja via compra de títulos ou outros instrumentos.

Boa parte da desesperança da semana passada veio da degradação de perspectivas com relação à economia americana depois que o congresso aprovou um plano de austeridade e os indicadores econômicos ficaram abaixo do previsto. Vale ressaltar, no entanto, que parcela igual, se não maior, de "culpa" deve ser atribuída à Europa, onde a crise de endividamento soberano pegou com força Itália e Espanha e ameaçou a integridade do sistema financeiro europeu.

De volta à agenda, a China pode ser o alento dos emergentes (e do restante do mundo por extensão) dependendo dos dados que estão para sair na noite de hoje. Foco no comportamento da inflação que pode determinar ou barrar a adoção de novas medidas restritivas por parte do Banco Central chinês.

Por aqui, o destaque fica por conta das vendas no varejo em junho e da primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de agosto. Nesta segunda-feira, a Fundação Getulio Vargas (FGV) traz o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) e o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de julho.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresenta os Indicadores Industriais de junho, com faturamento, horas trabalhadas, emprego, salários, rendimento médio e utilização da capacidade instalada na indústria.

Esses dados se somam ao Boletim Focus, que ganha importância depois da inversão de expectativa com relação à taxa de juros observada na semana passada. O mercado saiu de "quantas novas altas" para "quando o Banco Central começa a cortar os juros".

De fato, a curva futura fechou mostrando redução da Selic já no começo de 2012. Amanhã, o Fed concentra as atenções. O resultado da reunião sai à tarde, bem como a entrevista de seu presidente, Ben Bernanke.

Na quarta-feira, merecem atenção a primeira prévia do IGP-M e o fluxo cambial semanal. Na quinta, saem as vendas no varejo brasileiro. Na sexta-feira, é o varejo dos EUA que fecha a semana.