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Valerie Jarrett, assistente do presidente Barack Obama para as relações intergovernamentais, falou em seu nome nesta quinta-feira, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, afirmando que todos os desafios globais, do terrorismo à crise econômica, exigem uma resposta conjunta.

"Os desafios que enfrentamos no século XXI - o terrorismo, a proliferação nuclear, as mudanças climáticas, a pobreza, a busca pela paz - são mundiais. Como o são também as raízes da atual crise econômica", declarou Jarrett.

"Nosso desafio é perguntar o que mais podemos fazer juntos, uma vez que nossos destinos estão inextricavelmente ligados", acrescentou, no segundo dia do Fórum de Davos, que todos os anos reúne milhares de lideranças políticas e empresariais dos cinco continentes.

Jarrett é a mais alta representante do novo governo americano. Rússia e China, por outro lado, enviaram seus primeiros-ministros, Vladimir Putin e Wen Jiabao, respectivamente.

As atenções do Fórum se voltaram principalmente para a equipe democrata que chegou à Casa Branca este mês, em meio às expectativas geradas pela maior potência mundial tanto na esfera econômica quanto diplomática, depois de oito anos do "unilateralismo" do republicano George W. Bush.

Obama acredita que a crise se deve "a uma era de profunda irresponsabilidade dos governos e dos negócios, nos Estados Unidos e em todo o mundo. O resultado foi a queda da confiança em nossa economia e em nossos mercados financeiros", disse Jarrett.

"Os Estados Unidos não podem ficar sozinhos neste esforço. Nossa economia é mundial, nossa crise é mundial, e nossas soluções devem ser globais", destacou.

Na quarta-feira, Putin defendeu uma "relação construtiva" com Washington, enquanto Wen fez um apelo à nova administração americana pela "cooperação" em detrimento da "confrontação".

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu que Obama "redefina o terrorismo e a lista de organizações terroristas do Oriente Médio" e modifique a política de Washington para a região.

Já o chanceler iraniano Manushehr Mottaki, cujo país mantém péssimas relações com os Estados Unidos há mais de 30 anos, prometeu um enfoque "construtivo", sob a condição de que os americanos mudem sua política no Oriente Médio.

Repetindo o discurso de Obama em relação a este tema, Jarrett respondeu: "Estamos dispostos a trabalhar com vocês como sócios, a ouvi-los, inclive e sobretudo quando estivermos em desacordo".

bur-js/ap

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