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Depois de meses de especulações, o grupo franco-japonês Renault-Nissan e o alemão Daimler, proprietário das marcas Mercedes-Benz e Smart, devem selar hoje, em Bruxelas, uma aliança estratégica industrial, simbolizada pela troca de ações de 3%. A aproximação não afetará a autonomia das empresas.

Depois de meses de especulações, o grupo franco-japonês Renault-Nissan e o alemão Daimler, proprietário das marcas Mercedes-Benz e Smart, devem selar hoje, em Bruxelas, uma aliança estratégica industrial, simbolizada pela troca de ações de 3%. A aproximação não afetará a autonomia das empresas. A Renault seguirá tendo no Estado francês seu principal acionário - com 15% das ações - e a Daimler não fará uma associação tão profunda como havia realizado com a americana Chrysler na década passada. O anúncio oficial será realizado por executivo das duas companhias na capital belga, onde fica a Associação Europeia de Construtores Automotivos (Acea). Segundo o jornal Le Figaro, a associação não representa uma fusão, mas uma parceria industrial que será marcada por investimentos na produção de veículos de pequeno porte, novos motores e, sobretudo, em pesquisa e desenvolvimento de produtos. As futuras gerações de modelos como o Twingo e o elétrico Twizzy, da Renault, o Smart e os Mercedes Classe A e B estariam envolvidos no acordo. A aproximação com um grande parceiro vinha sendo evocada há vários meses por especialistas, e a possibilidade já havia sido admitida pelo diretor-presidente da Renault, Carlos Ghosn, que defendia a redução de custos de escala, investimentos e partilha de tecnologia para enfrentar a crise do setor. Em 2009, o mercado europeu de veículos encolheu 1,6% ante 2008 e 9,5% em comparação com 2007, segundo dados da Acea. As vendas da Renault - não computadas as marcas Nissan e Dacia - recuaram 0,4%, enquanto as da Daimler caíram 13%.
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