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MANAUS - Um relatório preliminar sobre as possíveis causas do acidente com o avião Bandeirante que caiu num rio próximo ao município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, matando 24 pessoas, deve ser divulgado em dez dias. Segundo a tenente Gabriela, do Comando da Aeronáutica de Manaus, durante esse período os investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) que estão na região devem analisar o local do desastre e a aeronave, além de ouvir os quatro sobreviventes.

De acordo com a tenente, os investigadores têm até um ano para fechar o relatório final do acidente. "Mas deve ser concluído bem antes", comentou. Entre as possíveis causas levantadas para o acidente, além do excesso de peso, já que o avião transportava 28 pessoas, enquanto a lotação máxima era para 20, estão a falta de combustível e o uso de querosene adulterado. Um dos sobreviventes disse que uma das hélices da aeronave parou de funcionar antes da queda.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Antônio Dias, a queda do avião ocorreu entre as 13h e as 14h de sábado, próximo à Ilha de Monte Cristo, na região do município de Manacapuru. A aeronave teria embicado na água e, por isso, apenas quatro passageiros que estavam sentados mais atrás, incluindo uma criança de 9 anos, conseguiram se salvar pela saída de emergência.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a obrigação de controlar a quantidade de passageiros é do piloto, o que não retira a responsabilidade da empresa proprietária da aeronave. Ainda assim, especialistas dizem que mais importante do que a quantidade de passageiros é saber o peso que o avião transportava.

O vice-presidente da Manaus Aerotáxi, Marcos Pacheco, disse que o excedente de passageiros era composto por crianças de colo. Uma portaria da Anac de 2000 permite que se transporte até 30% a mais de passageiros crianças com até dois anos. Na aeronave que caiu, no entanto, havia crianças com mais de 7 anos viajando no colo.

(Agência Brasil)

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