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De acordo com Fipe, preço do álcool combustível pode aumentar ao longo deste primeiro semestre

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A relação entre o preço médio do etanol e o da gasolina alcançou a marca de 68,53% no encerramento de fevereiro na capital paulista, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O número é inferior ao de janeiro (70,82%). Segundo especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana de açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor ao etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina.

A relação entre o etanol e a gasolina, apurada pela Fipe, levou em conta o comportamento dos preços dos combustíveis no período de 30 dias encerrado no último dia de fevereiro. No mês passado, com base no levantamento do IPC, o valor médio do álcool combustível cedeu 3,72%, enquanto o preço médio da gasolina recuou 0,59%.

"A queda do etanol foi a principal responsável pela deflação em Transportes (-0,16%) no fechamento do IPC de fevereiro", afirmou hoje o coordenador do índice geral, Rafael Costa Lima, ao comentar a variação negativa do indicador de 0,07% em fevereiro. Para o coordenador, a deflação incomum no preço do etanol neste período do ano pode estar com dos dias contados.

Apesar da expectativa do setor canavieiro de que a safra 2012/13 deverá ser maior em relação à colheita passada, Costa Lima ressalta que há indícios de que a produção não será tão expressiva, o que poderá elevar o preços do produto. "Ou até levar à estabilidade", disse. De acordo com analistas, um dos motivos que explicam a queda no preço do álcool combustível em plena entressafra é que muitos produtores estocaram o produto para abastecer o mercado.

E como o etanol foi colocado à disposição do consumidor neste começo de ano, o preço cedeu nos postos. Em outro tipo de levantamento feito pela Fipe, que leva em conta a relação entre o etanol e a gasolina semanalmente, houve ligeiro recuo entre a terceira semana de fevereiro (68,59%) e a quarta semana do mesmo mês (67,99%). "A desaceleração indica que ainda está valendo a pena abastecer o carro com etanol, mas cada consumidor precisa fazer suas contas. Cada caso é um caso", sugeriu.

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