Tamanho do texto

BRASÍLIA - A dívida líquida do setor público deve retomar sua trajetória de queda neste mês de fevereiro e ficar em 36% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é do Banco Central (BC), com base no comportamento do câmbio e mais uma desvalorização do real frente à moeda americana.

Em janeiro, a dívida fechou em 36,6% do PIB, uma elevação de 0,8 ponto percentual sobre os 35,8% de dezembro de 2008, quando atingiu o menor patamar desde 1996.

Na projeção para fevereiro, o BC considerou que a cotação do dólar deve situar-se em torno de R$ 2,37, ante o fechamento de R$ 2,3154 em janeiro. Para o fechamento de 2009, a autoridade monetária prevê queda da relação dívida versus PIB para 35%.

No mês passado, a dívida subiu R$ 21,859 bilhões, com o estoque situando-se em R$ 1,091 trilhão contra R$ 1,069 trilhão no mês anterior.

O recuo de 0,89% na cotação do dólar contribuiu com R$ 3,673 bilhões no aumento do endividamento. O BC lembra que, quando a cotação cai, a dívida sobe. Mas quando o preço do dólar sobe, o efeito é positivo para a dívida líquida pelo fato de o governo ter significativos ativos (as reservas internacionais, por exemplo) dolarizados.

Em janeiro, outra contribuição negativa foi a oscilação do dólar americano frente a outras moedas, além dos juros baixíssimos sobre as aplicações das reservas cambiais do país, o que gerou perda equivalente a R$ 8,6 bilhões aos contribuintes, com aumento da dívida líquida.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.