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Liu Mingkang afirmou ainda que "apesar de sinais de recuperação da economia global, a crise financeira ainda não ficou para trás"

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A crescente inflação nos mercados emergentes pode prejudicar o frágil sistema financeiro internacional e dificultar a recuperação econômica global, afirmou Liu Mingkang, o principal regulador bancário da China, em entrevista publicada pelo Study Times, jornal apoiado pelo Partido Comunista chinês. Potenciais elevações nas taxas de juros em mercados emergentes podem reverter a liquidez excessiva, expondo a fragilidade do sistema financeiro e pesando ainda mais sobre a recuperação da economia real, disse Liu.

"As taxas de inflação nos EUA e na Europa dobraram em comparação com os números baixos anteriores, enquanto os países em desenvolvimento estão enfrentando pressões inflacionárias importadas", observou a autoridade, destacando o aumento nos preços ao consumidor do Brasil, da Índia, da Rússia, da Argentina e do Vietnã.

"Apesar de sinais de recuperação da economia global, a crise financeira ainda não ficou para trás", disse Liu, citando a lenta recuperação dos EUA, a crise de dívida e as altas taxas de desemprego da zona do euro, o terremoto e o desastre nuclear no Japão e a instabilidade no norte da África.

A autoridade chinesa afirmou ainda que, embora os bancos chineses tenham saído ilesos da crise financeira global, eles precisam dar muita atenção para os riscos dos empréstimos ao setor imobiliário.

Política monetária

As atuais políticas monetárias da China não são suficientes para controlar a persistente inflação e o país precisa melhorar o mecanismo usado para determinar a taxa de câmbio do yuan para limitar a inflação importada. As afirmações foram feitas em um artigo publicado no jornal International Finance News, pertencente ao People's Daily, que, por sua vez, é controlado pelo Partido Comunista da China.

Segundo o diário, as razões para a atual inflação da China são amplamente estruturais e os maiores contribuintes para o aumento no índice de preços ao consumidor são os preços dos alimentos e as pressões de inflação importadas, que se devem ao substancial crescimento do valor das commodities globais - como o petróleo e o minério de ferro.

O atual aperto monetário chinês, que envolve taxas de juros, compulsório bancário e câmbio, não é suficiente para combater a pressão inflacionária importada, disse o jornal. As informações são da Dow Jones.

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