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SÃO PAULO- A refeição fora de casa é o que puxa a alta mensal dos alimentos na cidade de São Paulo

. O subitem fica dentro do grupo alimentação no Índice de Preços ao Consumidor calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que teve alta de 0,30% em julho, depois de ficar praticamente estável em junho, com variação de 0,01%. O item alimentação, por sua vez, saiu de deflação de 0,58% em junho para elevação de 0,21% no mês passado. Comer em restaurantes ficou ainda mais caro de um mês para o outro: a alta passou de 1,17% para 1,92%. "A alimentação fora do domicílio tem componentes que são de outros grupos e pressionam, como energia, aluguel e mão de obra", explica o coordenador do IPC-Fipe, Antonio Comune. Ele destaca que, apesar de o aluguel ter recuado de 0,82% para 0,71% entre junho e julho, a taxa atual ainda é "altíssima". A energia avançou de 0,19% para 0,46% no período, influenciada por regras no sistema de cobrança do PIS e Cofins, diz Comune, para quem a pressão da demanda é o principal responsável pelo aumento nas refeições fora de casa. Para os próximos meses, o economista da Fipe espera aceleração média de 0,30% no índice geral, e, no fim do ano, alta entre 6% a 6,5%, com "grandes chances de ficar em 6,2%". (Arícia Martins | Valor)

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