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Nova York, 2 dez (EFE).- As empresas americanas acumularam em novembro 22 meses de cortes de emprego, com 169 mil postos de trabalho eliminados, embora, contanto com novembro, já são oito os meses consecutivos em que desacelera o ritmo dos cortes, informou hoje a empresa de pesquisa Automatic Data Processing (ADP).

Os cortes de vagas que acompanharam a crise econômica vivida nos Estados Unidos alcançaram em março deste ano seu ponto mais alto, com 736 mil empregos eliminados nas empresas do setor privado de todo o país, e desde então esse número tem ficado mais moderado.

ADP revisou nesta quarta-feira os dados que tinha publicado sobre os cortes de emprego em outubro e reduziu de 203 mil para 195 mil os postos de trabalho suprimidos.

"Embora o conjunto da atividade econômica esteja em fase de estabilização, o emprego continuará nesse ritmo de queda por mais alguns meses", explicou ADP no relatório mensal.

Pelos dados, os empregos cortados em novembro no setor de serviços chegaram a 81 mil e na produção de bens a 88 mil.

Destes últimos, 44 mil ocorreram no segmento manufatureiro, o menor número desde maio de 2008, e os 44 mil restantes na indústria.

A ADP também fez os cálculos levando em consideração o tamanho das empresas. Nas corporações com 500 ou mais colaboradores as demissões somaram 44 mil postos, enquanto nas médias (com no mínimo 50 funcionários) a queda foi de 57 mil empregos, e nas pequenas chegou a 68 mil cargos (o menor número desde julho de 2008).

Por 34 meses consecutivos, o setor da construção sofreu uma redução líquida de emprego, nesta ocasião de 44 mil postos de trabalho. Desde janeiro de 2007 já foram eliminados 1,72 milhão de empregos.

O setor financeiro, outro grande atingido pela crise econômica, acumulou 24 meses de quedas e a redução em novembro foi de 17 mil postos de trabalho.

Em conjunto, o setor privado americano não agrícola dava emprego em novembro para 108,2 milhões de pessoas, 7,4 milhões a menos que em dezembro de 2007, quando começou a recessão.

Outro relatório divulgado hoje pela Challenger, Gray & Christmas, que estima o número de postos de trabalho que devem ser cortados, detalha que em novembro foi comunicada a redução de 50.349 postos de trabalho, uma queda de 9,6% que em outubro chegou ao menor dado desde dezembro de 2007.

Assim, e segundo os cálculos dessa empresa de consultoria, neste ano os empresários americanos anunciaram a destruição de 1,24 milhões de postos de trabalho, 17,5% mais que no mesmo período de 2008.

A publicação destes dados se produz dois dias antes que o Governo do país divulgue os oficiais, incluídos os do setor público, que, segundo as previsões dos economistas, refletirão uma destruição de emprego de entre 100 mil e 120 mil postos de trabalho. EFE mgl/dm

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