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Rebaixamento provocará erosão na posição dos bens públicos globais que os EUA fornecem, segundo empresa de investimentos

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O rebaixamento da classificação de risco de crédito dos EUA pela Standard & Poor's marca uma nova era financeira e o sistema global terá de se ajustar a ela, afirma Mohamed El-Erian, executivo-chefe e codiretor de investimentos da Pacific Investment Management Co. (Pimco), em artigo no Financial Times. 

"Os mercados globais financeiros vão reabrir na segunda-feira para uma realidade diferente", diz El-Erian. As consequências operacionais imediatas vão desde a recodificação de riscos até a avaliação de garantias e gestão de liquidez. A reação de segmentos-chave, como mercado monetário, e dos grandes credores dos EUA terá de ser atentamente monitorada, afirma o gestor do maior fundo de renda fixa do mundo. 

Para a economia real, diz El-Erian, o impacto deverá ser sentido no aumento do custo do crédito para praticamente todos os tomadores de crédito norte-americano. Depois dos EUA, outros países podem perder o rating máximo AAA, prevê El-Erian. Isso complicará os esforços de recuperação da Europa se um país como a França estiver entre eles, afirma. 

Mas, o mais preocupante, segundo El-Erian, são as genuínas incertezas sistêmicas. "Com os EUA ocupando o centro do sistema financeiro mundial, o rebaixamento de sexta-feira vai provocar uma erosão na posição dos bens públicos globais que o país fornece - desde o dólar como moeda de reserva mundial até seus mercados financeiros como melhor lugar para outros países entregarem suas duramente conseguidas poupanças", afirma.

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