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Londres, 29 out (EFE).- A redução na produção dos atuais campos petrolíferos dificultará a longo prazo a satisfação da demanda mundial, diz uma minuta do relatório anual da Agência Internacional de Energia (AIE) publicada hoje pelo jornal britânico Financial Times.

Na minuta do relatório, cuja versão definitiva será publicada no próximo mês, a AIE afirma que, sem investimentos adicionais, a taxa anual de queda natural da produção será de 9,1%.

Desta forma, a redução da produção nos campos do Mar do Norte, da Rússia e do Alasca dificultará o enfrentamento da demanda a longo prazo.

O esforço para satisfazer a demanda mundial se agravará ainda mais por causa da redução dos preços do petróleo, o que atrasará alguns investimentos.

A AIE destaca que apenas para manter a produção atual o mundo necessitará aumentar "de forma significativa" os investimentos futuros.

Além disso, a Agência diz que o aumento da demanda de China, Índia e outros países emergentes requereria até 2030 investimentos por um valor anual de US$ 360 bilhões.

Inclusive com estes investimentos, a AIE prevê uma queda anual da produção de 6,4%.

Segundo os executivos do setor petrolífero, esta diminuição da produção não terá porque ser sentida nos próximos anos, mas suas conseqüências serão ampliadas pela previsível queda dos investimentos.

A Agência prevê que o consumo mundial de petróleo fique em 2030 em 106,4 milhões de barris por dia, em comparação aos 116,3 milhões previstos no ano passado.

Além disso, o jornal afirma que estas previsões poderiam diminuir ainda mais, pois a minuta foi redigida há um mês, antes de piorar a crise financeira global como conseqüência da quebra do Lehman Brothers.

Todo o aumento na demanda daqui até 2030 procederá dos países emergentes, por isto a participação dos Estados ricos no consumo global passará do 59% de 2007 para menos de um terço nesta data. EFE pdj/fal

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