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O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse nesta terça-feira, após a divulgação da http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/03/10/pib+do+pais+registrou+alta+de+13+no+4+trimestre+de+2008+e+51+em+2008+4649953.htmlqueda de 3,6% do PIB no quarto trimestre do ano passado, que o Brasil está em recessão, uma vez que, ¿pelos números do inicio desse ano¿, também deve haver desaquecimento da economia. Diante disso, o tucano defendeu que Lula sacrifique sua popularidade tomando medidas que reduzam sua aprovação popular, mas que tratem a crise ¿com clareza e objetividade¿.

É preciso parar de subestimar os fatos [e tomar medidas] mesmo tendo de perder prestigio e apoio, disse. Se for preciso [é melhor] perder aprovação e ganhar história, disse.

Entre as medidas consideradas impopulares, o PSDB defendeu a criação de um gabinete de crise. Guerra disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também passou por momentos difíceis, como a crise do apagão, ocorrida em 2001.

Nosso governo sofreu com crises também, teve a crise do apagão da energia. O presidente construiu um gabinete para cuidar disso com clareza e objetividade, disse Guerra.

De acordo com ele, até o momento o governo Lula só tratou a crise de maneira política. Ao invés de tomar atitudes claras e objetivas Lula tem subestimado a crise e fantasiado com o PAC.

Para combater a crise ele anuncia a construção de um milhão de casas. Daqui a três meses não tem essas casas e ele anuncia mais um milhão, depois não tem essas e ele anuncia mais um milhão, criticou.

Guerra também alegou que a recessão econômica por ele prevista (tecnicamente, recessão se dá quando há crescimento negativo por dois trimestres consecutivos) está mais atrelada ao Brasil que ao mercado internacional.

De acordo com ele, o crescimento negativo do PIB no último trimestre de 2008 se deu pelo empoçamento do crédito nos bancos e redução do consumo familiar. O presidente tucano disse que Lula tem que usar sua força para garantir que recursos dos bancos cheguem à ponta do sistema, e pediu uma redução significativa na taxa de juros.

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