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As decisões estão em sintonia com as exigências do governo, que acusam a YPF de uma baixa na produção de hidrocarbonetos e falta de investimentos

A província de Santa Cruz, no sul da Argentina, resolveu nesta quarta-feira retirar da companhia petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, a permissão para operar em outras três áreas da região. A decisão foi adotada pelo governador de Santa Cruz, Daniel Peralta - aliado da presidente argentina, Cristina Kirchner -, horas depois de a companhia petrolífera apresentar um plano de investimentos até 2017 para essa província no valor de US$ 4,379 bilhões.

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Uma das áreas retiradas é Los Perales-Las Mesetas, onde a YPF se comprometeu hoje a investir US$ 1,438 bilhão durante os próximos cinco anos. Segundo dados da Secretaria de Energia argentina, a YPF produziu no ano passado em Los Perales-Las Mesetas 693.836,9 metros cúbicos de petróleo e 265,5 milhões de metros cúbicos de gás. Isto representa 6,1% da produção total de petróleo obtida no ano passado pela YPF em toda Argentina e 2,5% do de gás natural.

As outras duas áreas retiradas hoje por Santa Cruz a YPF são Cañadón Vasco y Pico Truncado-El Cordón. No último dia 14 de março, Peralta já havia decretado a caducidade das licenças da YPF para operar nas áreas de Los Monos e Cerro Piedra-Cerro Guadal Norte. Além de Santa Cruz, outras cinco províncias (Mendoza, Chubut, Neuquén, Salta e Río Negro) revogaram licenças da YPF para operar em 15 áreas, enquanto outras duas (Tierra del Fuego e Formosa) pediram que a companhia petrolífera aumente seus investimentos sob ameaça de também cancelar permissões de exploração.

Estas decisões estão em sintonia com as exigências do governo argentino, que acusam a YPF de uma baixa na produção de hidrocarbonetos por uma suposta falta de investimentos. A YPF, com participação de 57,43% da Repsol e 25,46% do grupo argentino Petersen, anunciou que este ano investirá na Argentina um recorde de US$ 3,416 bilhões, número que supera os 3,029 bilhões investidos em 2011.

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