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Cerca de 73,8% dos consumidores de São Paulo informaram que irão às compras no último trimestre deste ano. Esse é o maior índice registrado ao longo dos nove anos de existência da pesquisa de Intenção de Compra no Varejo do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA).

No mesmo período de 2007, o índice estava em 61,2%.

"De fato, até agora, a crise não atingiu os consumidores. As perspectivas ainda são positivas", afirmou o coordenador do Provar, Claudio Felisoni. Citando dados até agosto do Banco Central, ele destacou que a confiança permanece em função dos prazos médios de crédito direto ao consumidor ainda se mostrarem adequados para os compradores.

A categoria líder em intenção de compra para os três últimos meses do ano é a de informática, com 13,2%, seguida por cine e foto (12,8%), eletroeletrônicos (11%), telefonia e celular (10,6%), móveis (9,2%) e linha branca (9,2%). Em relação ao mesmo período de 2007, houve um crescimento de 4,4% na intenção dos consumidores em adquirir itens de informática.

"A ampliação da venda de computadores para os supermercados e o aumento da renda contribuem para o crescimento da procura por produtos de informática", disse Felisoni. "Enquanto o consumidor não sentir os efeitos da restrição de crédito, as vendas vão continuar aquecidas, sobretudo no Natal", completou.

Desaceleração

Segundo o estudo, a utilização do crediário para a aquisição de bens de consumo no último trimestre cresceu em todos os segmentos, na comparação com o mesmo período de 2007. No entanto, em relação ao terceiro trimestre deste ano, houve uma desaceleração nas categorias de linha branca; móveis; eletroeletrônicos; material de construção; informática; cine e foto; telefonia e celular; cama, mesa e banho; e eletroportáteis.

Felisoni ressalta que a desaceleração da utilização do crédito para a aquisição dos bens duráveis em relação ao terceiro trimestre pode estar refletindo os efeitos da elevação da taxa básica de juros, a Selic. Em relação aos meses de julho a setembro, o porcentual dos entrevistados comprometidos com crediário dentro de sua disponibilidade de renda caiu de 15,1% para 13,7%, de outubro a dezembro.

A pesquisa foi realizada de 15 a 24 de setembro e ouviu 500 pessoas na cidade de São Paulo, das quais 37,2% com renda familiar de até seis salários mínimos e 49,4% entre seis e 16 salários mínimos.

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