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GENEBRA - Produtores têxteis do Brasil e da União Européia (UE) vão assinar um memorando de entendimento que visa estimular joint-ventures entre companhias dos dois lados, além de comércio e tecnologia. William Lakin, secretário-geral da Euratex, a associação têxtil européia, disse que há interesse de grandes marcas européias em ter acesso direto a matérias-primas (algodão e fibras) no Brasil e produzir localmente. Segundo ele, uma grande companhia com marca famosa teve que suspender seu plano de se instalar no Brasil por causa da crise financeira global, mas acredita que o projeto será retomado. Domingo Mosca, diretor de relações internacionais da Abit, a associação têxtil brasileira, acredita que o acordo com os europeus pode de fato atrair investidores do velho continente a exemplo dos americanos, que já estão vindo. O acordo pode estimular também o comércio. Até outubro, o Brasil exportou US$ 200 milhões de produtos têxteis para o mercado comunitário e importou US$ 400 milhões, quando o real estava forte.

A expectativa agora é de que o déficit do lado brasileiro será anulado no ano que vem. Os europeus vendem, sobretudo, produtos de luxo para o mercado brasileiro.

A Abit e a Euratex insistiram que a aproximação não significa atuar contra os produtos baratos chineses. Mas os dois lados tratam de precisar também que a relação bilateral é sem fricções, "ao contrário do que acontece com outros".

(Assis Moreira | Valor Econômico para Valor Online)

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