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Produção industrial menor nos EUA sugere ação do Fed

WASHINGTON (Reuters) - A produção industrial dos Estados Unidos encolheu em setembro pela primeira vez em mais de um ano, indicando uma desaceleração continuada do crescimento econômico e reforçando as expectativas de que mais estímulos monetários sejam adotados no mês que vem.

Outros dados mostraram que a confiança das construtoras de imóveis aumentou em outubro, mas permaneceu em níveis baixos, fortalecendo a visão de que o Federal Reserve injetará mais dinheiro na economia em sua reunião de 2 e 3 de novembro.

"O relatório de produção industrial ilustra, na verdade, que o crescimento econômico ainda está desacelerando ao invés de começar a se recuperar novamente, o que é outra razão para o Fed lançar QE2 (uma segunda rodada de 'quantitative easing')", disse Paul Ashworth, economista sênior da Capital Economics em Toronto.

A produção industrial caiu 0,2 por cento, o primeiro declínio desde junho de 2009, após aumentar 0,2 por cento em agosto, informou o Fed. Economistas previam uma alta de 0,2 por cento na produção de setembro.

A produção industrial de setembro foi pressionada pelo declínio de 0,2 por cento no setor manufatureiro, que, segundo analistas, confirma os sinais recentes de desaceleração na atividade fabril com o fim do impulso da reconstrução de estoques.

Excluindo veículos automotivos e autopeças, a produção manufatureira também recuou 0,2 por cento no mês passado. A produção de mineração subiu 0,7 por cento, enquanto a de serviços básicos caiu 1,9 por cento.

A utilização da capacidade instalada da indústria, que mede a ociosidade da economia, caiu a 74,7 por cento, 4,2 pontos percentuais acima do nível registrado há um ano, mas 5,9 pontos percentuais abaixo da média entre 1972 e 2009.

O índice de confiança das construtoras de moradias norte-americanas subiu três pontos em outubro, para 16, superando as expectativas de economistas para uma alta de 1 ponto, para 14. Uma leitura acima de 50 indica que a maioria das construtoras vê as condições de vendas de forma positiva. O índice não ultrapassa a marca de 50 desde abril de 2006.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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