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Os setores de veículos e equipamentos de transporte estão entre os que tiveram o melhor desempenho no ano passado

A produção industrial no País voltou a registrar crescimento em dezembro. No período, o setor teve um avanço de 0,9% na série livre de influências sazonais, após apontar taxa positiva de 0,2% em novembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com dezembro de 2010, o total da indústria teve queda de 1,2%, quarta taxa negativa nesse tipo de confronto, mas a menos intensa dessa sequência.

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De acordo com o IBGE, o desempenho do setor industrial em dezembro levou o indicador para o fechamento do ano a uma taxa positiva de 0,3%, bem abaixo do resultado verificado em 2010 (10,5%).

Produção industrial

Variação do indicador com ajustes sazonal

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Fonte: IBGE

A produção do setor industrial no último trimestre de 2011 recuou tanto frente a igual período de 2010 (-2%), quanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (-1,4%), na série com ajuste sazonal.

No fechamento de 2011, o setor industrial mostrou acréscimo de 0,3%, explicado em grande parte pelo crescimento de 1,7% registrado no primeiro semestre do ano, uma vez que o segundo semestre apontou desaceleração no ritmo de produção (-1%).

Desempenho setorial em 2011

No acumulado do ano passado, 15 dos 27 setores investigados assinalaram expansão na produção. Entre os setores, os impactos positivos mais expressivos sobre a média global vieram de veículos automotores (2,4%) e de outros equipamentos de transporte (8%), seguidos por indústrias extrativas (2,1%), minerais não metálicos (3,2%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (11,4%), produtos de metal (2,6%) e fumo (13,4%).

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Entre os segmentos que apontaram queda na produção destacaram-se os recuos verificados no setor têxtil (-14,9%), outros produtos químicos (-2,1%), calçados e artigos de couro (-10,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,7%), pressionados respectivamente pela menor fabricação dos itens: tecidos, fios e toalhas de banho, rosto e mãos de algodão; herbicidas para uso na agricultura; calçados de material sintético e de couro para uso feminino, e tênis de couro; e transformadores e motores elétricos.

Desaceleração

De acordo com o IBGE, os índices em bases trimestrais confirmaram a redução de ritmo do setor industrial a partir do primeiro trimestre do ano (2,8%), uma vez que o segundo (0,6%), terceiro (0%) e quarto trimestres de 2011 (-2%) assinalaram resultados menos intensos em todas as comparações contra igual período do ano anterior.

No último trimestre do ano passado, o total da indústria apontou a primeira taxa negativa desde o terceiro trimestre de 2009 (-8,2%), pressionado pelos resultados negativos em todas as categorias de uso e em 17 dos 27 ramos investigados.

Entre as categorias de uso, a perda mais intensa foi observada em bens de consumo duráveis, que passou de -2,2% no período julho-setembro para -9,4% no trimestre seguinte, seguida por bens de capital (de 4% para -1,4%), bens de consumo semi e não duráveis (de -0,2% para -1,5%) e bens intermediários (de -0,4% para -0,8%), segundo o IBGE.