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SÃO PAULO - O mês de abril começa com relevante agenda de indicadores em âmbito doméstico e externo. Por aqui, as atenções estão voltadas para o desempenho da indústria em fevereiro.

Por volta das 9 horas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta os dados. A expectativa é de aumento da produção sobre janeiro, mas de acentuada queda no comparativo anual.

O consenso aponta para retração de 15%. Para a Rosenberg & Associados, a queda deve ser de 14,7%. O Banco Fator estima baixa de 14,2%. Mais pessimista, o Merrill Lynch prevê recuo de 17,7%.

Em janeiro, a produção industrial avançou 2,3% perante dezembro de 2008, mas caiu 17,2% no confronto com o primeiro mês do ano passado, marcando a maior retração da série histórica iniciada em janeiro de 1991.

A agenda interna ainda reserva a variação semanal no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o desempenho da balança comercial no mês de março, para qual é projetado um superávit de US$ 900 milhões, e o fluxo cambial parcial de março.

Nos Estados Unidos, a atenção volta-se para os dados de emprego da ADP, empresa que processa folhas de pagamento. A estimativa é de que foram perdidos de 635 mil a 648 mil postos de trabalho em março, depois do fechamento de 697 mil vagas em fevereiro. Os dados oficiais, do Departamento do Trabalho, serão divulgados na sexta-feira.

Os investidores conhecem ainda o índice de atividade no setor industrial calculado pelo Instituto de Gerentes de Compras (ISM, na sigla em inglês).

Também será apresentado o investimento em construção no mês de fevereiro. A previsão é de queda de 1,6% a 2%, seguindo contração de 3,3%.

Ainda nos EUA, os agentes assimilam a evolução semanal nos estoques de petróleo e derivados e as montadoras apresentam o desempenho das vendas no mês passado.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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