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Números estão em desacordo com o quadro pinado pelos dados de crescimento do primeiro trimestre da China

A produção de matérias-primas da China aumentou em março, com o aço registrando um recorde de 61,2 milhões de toneladas, enquanto o cobre e o alumínio também galopam para níveis quase recordes com a aposta de produtores numa retomada da demanda, o que levou alguns analistas a alertar sobre o excesso de oferta.

Esses números estão em desacordo com um quadro sombrio pintado pelos dados do primeiro trimestre da China que mostraram que a economia cresceu menos que o esperado, em 8,1%, no quinto trimestre consecutivo de desaceleração do crescimento anual, e no ritmo mais fraco de expansão em quase três anos.

Os investidores ignoraram em sua maioria os dados decepcionantes do PIB, com os preços do petróleo e do cobre escorregando pouco, já que interpretaram o fraco crescimento como um catalisador para os movimentos de flexibilização monetária por Pequim.

Os dados anteriores mostraram que os empréstimos bancários da China atingiram o pico de 1 trilhão de iuans pela primeira vez desde janeiro de 2011, à frente das expectativas em cerca de 25 por cento, o que também levou os investidores a manter uma saudável dose de apetite ao risco.

Ainda assim, analistas alertaram que os produtores poderiam ficar com sobreoferta, com dados mostrando que a demanda de usuários finais ainda estava fraca e que a recuperação sazonal tem sido lenta. Como as importações de uma série commodities também permaneceram em níveis elevados em março, há um risco crescente de que o mercado pode ficar com excesso de oferta nos próximos meses.

"Esperávamos uma recuperação na produção de aço, mas não que iria crescer tanto", disse Henry Liu, chefe de pesquisa de commodities do Mirae Asset Securities em Hong Kong.

"Haverá uma correção eventualmente. Agora é só a questão de quando a bolha vai estourar ou como ela irá se romper em meio a crescentes riscos", disse Liu acrescentou.

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