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A produção brasileira de aço bruto registrou queda de 45,6% em janeiro - quando foram produzidas 1,6 milhão de toneladas -, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o maior recuo se deu em laminados, com redução de 54,6%.

Em contrapartida, na comparação com dezembro, a produção de laminados registrou crescimento de 9,9%, por causa da reativação de usinas que estavam paradas naquele mês.

"Temos uma preocupação muito grande em relação ao que vem pela frente, apesar da sinalização positiva de alguns setores consumidores", afirmou o vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes. Ele conta que os três grandes consumidores de aço no País - indústria automotiva, construção civil e equipamentos , que respondem por quase 80% da demanda - mostram alguns sinais de recuperação com as medidas de incentivo do governo, mas lembra que a situação é ainda difícil para o setor de equipamentos.

O desaquecimento da demanda de aço também teve impacto na mão de obra do setor em janeiro. Os dados do IBS mostram que o efetivo em atividades siderúrgicas no mês passado era de 114.700 pessoas, ou 3.429 trabalhadores a menos do que janeiro do ano passado. Em termos porcentuais, houve redução de 2,9% na força de trabalho da indústria do aço. O maior enxugamento se deu no quadro de empregados terceirizados, que registrou redução de 8.732 pessoas.

As vendas de aço no mercado interno também registraram recuo, de 48,4% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas das usinas no mercado externo também tiveram desempenho negativo, de 33% em janeiro. As exportações totais do setor recuaram 12% em relação a janeiro de 2008. Em contrapartida, as importações mostraram expansão de 62,5%.

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