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Santiago do Chile, 6 out (EFE) - A produção aqüícola deveria aumentar 55,7% (28,8 milhões de toneladas) para chegar aos 80,5 milhões de toneladas e, assim, manter o atual nível de consumo de pescado per capita, segundo um documento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Este é um dos desafios do setor que será analisado entre 6 e 10 de outubro na reunião da Subcomissão sobre Aqüicultura do Comitê de Pesca (COFI) da FAO, realizada na cidade de Puerto Varas, no Chile, 1.024 quilômetros ao sul de Santiago.

Em 2006 foram consumidos, no mundo, 110,4 milhões de toneladas de pescado, das quais 51,7 milhões provinham da aqüicultura, que enfrenta o desafio de aumentar a produção para compensar as capturas da pesca tradicional, que "alcançou um limite".

Segundo a FAO, a aqüicultura deveria "crescer suficientemente rápido para atender à demanda prevista de pescado e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção ao consumidor, preservar a integridade do meio ambiente e conseguir a responsabilidade social".

O relatório adverte de que "já há alguns sinais de que o rápido crescimento do setor nas últimas três décadas está começando a diminuir", após registrar 11,8% de expansão de 1985 a 1995.

O número caiu para 7,1% durante a década seguinte e para 6,1% de 2004 a 2006, ao que se soma a estagnação nos últimos anos da produção de farinha e óleo de pescado, necessários para alimentar espécies como o salmão ou o camarão.

Ao mesmo tempo, o volume desses produtos utilizados em rações compostas para a aqüicultura triplicou no período 1996-2006 devido à forte diminuição do emprego da farinha de pescado no setor avícola como alimento para aves de curral.

Em 2006, a aqüicultura consumiu 3,06 milhões de toneladas (56%) da produção mundial de farinha de pescado e 780 mil toneladas (87%) da produção total de óleo de pescado; destas últimas, mais da metade foi destinada às fazendas de salmões.

A FAO também chama a atenção para a situação dos pequenos aqüicultores, que se beneficiam dos US$ 79 bilhões anuais que movimenta o comércio internacional do pescado, mas que precisam resistir à tendência à concentração de fazendas.

A organização também analisará o impacto ambiental da criação de peixes, a inocuidade alimentícia, o emprego de antibióticos e a incidência da mudança climática durante a reunião no Chile, país que gera 53% da produção aqüícola da América Latina. EFE frf/db

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