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Ex-líder do Fundo Monetário Internacional responderá ainda a ação civil, na qual camareira pede indenização por suposto incidente

A justiça de Nova York deve arquivar o processo criminal contra o ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, 62, acusado de ter abusado sexualmente da camareira de um hotel da cidade. A informação foi divulgada por advogados da suposta vítima, Nafissatou Diallo, 33, após encontro com procuradores do distrito de Manhattan, segundo a rede de notícias CNN. De acordo com as fontes, o arquivamento deve ser oficializado amanhã.

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Dessa forma, acabam as chances de Diallo, uma imigrante da República da Guiné, ter qualquer sucesso nas ações criminais contra Strauss-Kahn. As acusações começaram a perder força quando os promotores descobriram que a camareira havia mentido em partes do depoimento sobre o caso . A funcionária do hotel, porém, abriu também um processo civil, na qual pede uma quantia não especificada em dinheiro como reparação dos danos causados pelo incidente.

Durante a manhã desta segunda-feira, especulou-se que a reunião serviria, de fato, para que o arquivamento do caso fosse anunciado . Pouco antes de o encontro começar, numa última tentativa de seguir com o processo, um advogado da camareira pediu que o procurador geral fosse afastado do caso. Kenneth P. Thompson afirmou que Cyrus Vance vinha conduzindo o caso de forma pouco sensível aos apelos de sua cliente. “Infelizmente, o procurador geral do processo contra Strauss-Kahn tem sido inadequado e causado problemas”, afirmou o advogado, na petição.

Há três meses, Vance havia concordado em indiciar Strauss-Kahn, após indícios apontarem que o ex-diretor havia cometido abuso sexual contra a camareira. Os advogados de Strauss-Kahn sempre suspentaram que qualquer encontro íntimo havia sido consensual. Agora, o mesmo Vence pediu aos juízes o encerramento do processo, sem jamais ter sido totalmente esclarecido o que se passou entre Strauss-Kahn e a funcionária do hotel. O porta-voz do procurador ainda não se pronunciou sobe a mudança no rumo do processo.

Além de líder do FMI e poderoso banqueiro internacional, Strauss-Kahn era também favorito à próxima corrida presidencial francesa, na época do incidente.

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