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IPCA-15 teve variação de 0,25% no período, recuando em relação ao resultado de 0,53% registrado em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, registrou variação de 0,25% em março ficando abaixo do resultado de 0,53% verificado no mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Essa é a menor variação para o índice em meses de março desde 2009. Naquele ano, o indicador apresentou alta de 0,11% para o período.

Em março de 2011, o IPCA-15 teve uma alta de 0,60%. No acumulado em 12 meses, o indicador registra alta de 5,61%. Esse resultado reforça um cenário em que o indicador converge mais para o centro da meta de inflação de 4,5% estipulada pelo Banco Central.

Comportamento do IPCA-15

Evolução mensal do indicador de inflação

Gerando gráfico...
Fonte: IBGE

De acordo com o IBGE, a forte redução dos efeitos da alta sazonal do grupo educação, que concentrou 5,66% em fevereiro enquanto em março passou para 0,51%, fez a taxa do IPCA-15 abaixar de 0,53% para 0,25% de um mês para o outro. Dessa forma, o grupo dos produtos não alimentícios passou de 0,60% em fevereiro para 0,26% em março.

Segundo o instituto, os preços dos alimentos continuaram desacelerando, indo de 0,29% de fevereiro para 0,22% em março. O item carnes apresentou queda de -1,57% e, apesar de menos intensa do que no mês anterior, quando a queda foi de 2,10%, constituiu-se no principal impacto para baixo no índice de março: -0,04 ponto percentual.

Além das carnes, outros alimentos apresnetaram queda, com destaque para o tomate (de -3,82% para -16,33%), açúcar cristal (de -1,82% para -2,57%), açúcar refinado (de -2,72% para -2,35%) e queijo (de 0,57% % para -0,85%).

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Entre as principais altas, ficaram mais caros o quilo da cebola (de 1,13% para 15,36%) e do feijão preto (de 9,76% para 7,68%), além das frutas (de 0,58% para 4,70%).

Os grupos artigos de residência (de 0,22% para -0,31%) e comunicação (de 0,03% para -0,49%), ambos com resultados em queda, também contribuíram de forma significativa para a desaceleração do IPCA-15 do mês, assim como o grupo despesas pessoais (de 1,07% para 0,60%), que mostrou alta menor do que em fevereiro.

Neste último, apesar do item empregado doméstico (de 1,78% para 1,38%) ter apresentado o maior impacto no mês, com 0,05 ponto percentual, a taxa foi bem mais moderada.

O grupo habitação (de 0,48% para 0,44%) ficou com resultado um pouco mais baixo do que no mês anterior tendo em vista a desaceleração na taxa de crescimento do aluguel residencial (de 1,20% para 0,45%) e do condomínio (de 0,68% para 0,48%).

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Os dados do IBGE apontam ainda que os transportes, entre os itens que contribuíram para a elevação do grupo de um mês para o outro, destacam-se as passagens aéreas (de -8,83% para 1,35%), gasolina (de -0,30% para -0,18%), etanol (de -2,38% para -1,48%) e automóvel novo (de -0,45% para -0,04%).

Entre os índices regionais, a maior variação foi verificada no Recife (0,82%) com as despesas com empregados domésticos crescendo 7,81%, além dos ônibus urbanos, com alta de 2,04% e intermunicipal com aceleração de 6,83%. O menor taxa de inflação foi registrada no Rio de Janeiro (-0,06%) sob influência dos empregados domésticos (-3,22%) e dos alimentos (-0,02%).

O IPCA-15 é chamado de prévia da inflação oficial, porque usa a mesma metodologia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com diferença no período de coleta dos dados.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Para o cálculo do indicador, o IBGE utilizou os preços coletados entre 11 de fevereiro e 14 de março e comparou com os vigentes entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro.

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