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Londres, 25 nov (EFE).- O presidente do Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica), Mervyn King, afirmou hoje que não podem ser descartadas mais nacionalizações de entidades bancárias no Reino Unido por ocasião da crise financeira internacional.

"Acho que considerando o que vimos (os efeitos da crise), seria muito atrevido descartar qualquer coisa", declarou King em um comparecimento à Comissão de Economia da Câmara dos Comuns.

No entanto, o dirigente do Banco da Inglaterra especificou que "é muito improvável" que a nacionalização seja a "primeira opção" no caso de entidades com grandes problemas financeiros.

O Governo britânico se viu obrigado a nacionalizar os bancos Northern Rock e Bradford & Bingley como conseqüência das turbulências financeiras dos últimos meses.

Além disso, o Governo trabalhista se tornou o maior acionista do Royal Bank of Scotland (RBS) e do grupo resultante da fusão entre o Lloyds TSB e o Halifax Bank of Scotland (HBOS) como parte de um caro plano de resgate.

A este respeito, King afirmou que os bancos britânicos poderiam requerer fundos públicos adicionais no futuro caso incorram em dificuldades financeiras.

Por outro lado, o executivo advertiu que a economia britânica entrará em uma "brusca recessão" se os bancos não retomarem os empréstimos "de uma forma normal".

"Isto é mais importante que outra coisa nestes momentos", declarou o diretor do banco emissor, que também expressou seu apoio ao plano de reativação econômica lançado esta segunda-feira pelo Governo britânico. EFE pa/fal

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