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Por Sylvia Westall and Edmund Blair VIENA/TEERÃ (Reuters) - A fraqueza do mercado de petróleo exige mais uma redução de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de mais de um milhão de barris por dia (bpd), afirmou o presidente do grupo na segunda-feira.

Ele destacou entretanto que o volume preciso só ficará claro em dezembro. A queda do petróleo de quase 150 dólares o barril em julho para 50 dólares levou o Irã e a Venezuela a sugerirem que o grupo corte a produção em pelo menos mais 1 milhão de barris por dia quando se reunir no sábado para negociações urgentes porém informais.

O presidente da Opep, Chakib Khelil, afirmou que é muito cedo para uma ação decisiva e que a situação do mercado só ficará clara na época da reunião do grupo, em 17 de dezembro, na Argélia.

Mas confrontado com a atual fraqueza do mercado de petróleo, ele afirmou que um forte corte é necessário.

"Acho que, se tivéssemos uma reunião hoje, 1 milhão (de bpd) não seria suficiente", disse ele a repórteres em uma conferência em Viena.

A Arábia Saudita, maior produtor da Opep, ainda não comentou publicamente a decisão do grupo em 24 de outubro de retirar 1,5 milhão de barris a partir do início deste mês.

O grupo cumpriu bem os cortes de produção definidos até agora, disseram analistas e corretores, mas o mercado de petróleo continua a cair.

O preço do petróleo produzido pela Opep caiu para 42,56 dólares na sexta-feira, bem abaixo do preço referencial internacional dos EUA, que nesta segunda-feira recuperou-se depois de ficar abaixo de 50 dólares na semana passada e era negociado em torno de 53,80 dólares.

A Opep, assim como a indústria internacional do petróleo, afirma persistentemente que os consumidores vão acabar sofrendo com o preço muito baixo, já que novos projetos serão suspensos.

"Um preço abaixo de 70 dólares vai garantir que vários novos projetos não entrem em produção", disse Khelil.

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