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O prêmio de risco da Itália també, teve forte alta, alcançando o recorde de 354,4 pontos-base

O prêmio de risco espanhol - diferencial de juro exigido pelos investidores para comprar títulos espanhóis em vez dos alemães - atingiu nesta segunda-feira uma nova máxima desde a criação do euro ao fechar em 374,6 pontos-base.

Este forte aumento foi motivado pela corrida dos investidores para ativos mais seguros perante as dúvidas sobre o futuro da dívida dos Estados Unidos.

Em uma semana no qual o Tesouro espanhol enfrenta um novo leilão, o diferencial entre a dívida soberana da Espanha e a alemã terminou acima dos 354 pontos-base da sexta-feira passada, depois que a rentabilidade dos bônus alemães a 10 anos caiu. O rendimento dos títulos alemães com vencimento em 2021 caiu de 2,538% na semana passada até 2,453%, seu mínimo desde novembro de 2010. Pelo contrário, o dos bônus espanhóis subiu para 6,20%, contra 6,081% da sexta-feira.

A rentabilidade da dívida soberana italiana foi ainda mais penalizada ao escalar quase 14 centésimos, até 5,997 %, levando o prêmio de risco até o recorde de 354,4 pontos-base.

Estes movimentos foram motivados nesta segunda-feira pelas dúvidas geradas pelo limite de endividamento dos EUA acordado por republicanos e democratas, ao que somou-se pela tarde a má evolução da produção manufatureira americana.

"O acordo tem muitos pontos obscuros e não elimina toda a possibilidade que se rebaixe a qualificação da dívida dos Estados Unidos", explicou o analista de CM Capital Markets Julián Benavente, que também sustentou que o dado manufatureiro dos EUA contribuiu para abrir uma fenda entre os investidores.

Compartilhando dessa opinião, o gerente do Inversis Banco David Navarro assinalou em declarações à Agência Efe que, perante as tensões dos mercados, os investidores seguiram com sua estratégia de buscar ativos seguros e vender aqueles que podem ser mais perigosos, como os bônus da Itália e Espanha.

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