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"Nos últimos dois anos, os preços têm sido um problema, e precisamos continuar vigilantes", disse Manmohan Singh

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A Índia terá de se manter alerta contra a inflação e lidar com desafios externos e internos para registrar novamente taxas fortes de crescimento, disse nesta segunda-feira o primeiro-ministro do país, Manmohan Singh. "Nos últimos dois anos, os preços têm sido um problema, e precisamos continuar vigilantes", disse Singh na câmara baixa do parlamento.

Ele ressaltou que altos custos de importação de hidrocarbonetos, fertilizantes e alimentos estão influenciando os preços locais. Singh disse também que "é importante reduzir o déficit fiscal para retomar as altas taxas de crescimento". O custo do crédito, com as taxas de juros nos níveis mais altos dos últimos dez anos, reduziu significativamente os investimentos, levando o crescimento econômico a uma taxa estimada de 6,9% no ano fiscal que se encerra no final de março - o ritmo mais lento registrado em três anos.

A inflação tem sido um pesadelo para a Índia, levando o banco central do país a elevar a taxa básica de juros 13 vezes desde março de 2010. Depois de se manter acima de 9% por 12 meses, a taxa de inflação vem desacelerando desde dezembro, mas continua acima do nível entre 5% e 6%, que o banco central considera aceitável.

Os preços ao produtor na Índia aceleraram de 6,55% em janeiro para 6,95% em fevereiro. O país importa quase três quartos do combustível que consome, e as altas nos preços internacionais inflam os subsídios, apertando os cofres do governo e ajudando a inflação a se espalhar. O governo pretende reduzir o déficit fiscal para 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano fiscal que começa em abril, de 5,9% no ano que está terminando. As informações são da Dow Jones.

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