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Papandreou sugeriu ser substituído por "alguém de comum acordo", gerando um Governo de coalizão

O primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, disse nesta quarta-feira que está disposto a renunciar se esta atitude permitir a criação de um Governo de união nacional com o partido opositor Nova Democracia (ND), que exige sua saída do poder.

Nas várias conversas por telefone que Papandreou teve nesta quarta-feira com o líder do ND, Antonis Samaras, o próprio primeiro-ministro sugeriu a renúncia para ser substituído por "alguém de comum acordo", informaram à Agência Efe em Atenas fontes ligadas ao chefe do Executivo.

Essas declarações foram feitas depois de Samarás afirmar à imprensa grega que, em um Governo de coalizão, "Papandreou não poderia ser o primeiro-ministro".

Papandreou chegou ao poder em outubro de 2009 com um mandato de quatro anos e, até agora, negou-se a antecipar as eleições legislativas. Quando o primeiro-ministro socialista chegou ao poder, descobriu que o déficit público era mais que o dobro do que o Governo do Nova Democracia tinha divulgado, pois em 2009 chegou a 15,4% do PIB.

Para apoiar um Governo de coalizão, o partido Nova Democracia exige a renegociação do acordo feito com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) há um ano para que a Grécia recebesse um crédito de 110 bilhões de euros. Esses contatos entre as duas maiores forças políticas gregas ocorrem num momento crucial em que a Grécia deve aprovar um segundo pacote de austeridade, com significativos cortes de gastos e elevação de impostos, para receber ajuda externa, especialmente um quinto lance de 12 bilhões de euros previsto para julho.

Segundo as fontes ligadas ao premiê, as negociações com a oposição incluem também "mudanças estruturais necessárias, como a reforma da Constituição". O restante dos partidos de oposição parlamentar se negaram a colaborar com Papandreou. Horas antes, por ocasião de uma reunião com o presidente grego, Karolos Papoulias, em Atenas, o primeiro-ministro pediu à oposição "um entendimento nacional" para respaldar o pacote de medidas de austeridade.

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