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Bruxelas, 8 nov (EFE) - O primeiro-ministro belga, Yves Leterme, ameaçou retirar a participação do Estado no grupo bancário Fortis devido às exigências feitas por vários acionistas, que questionaram a legalidade da operação de resgate aprovada pelo Executivo. O Fortis estava a dois milímetros da falência. Se os acionistas querem voltar a essa situação, deverão resolver os problemas eles mesmos, advertiu Leterme em entrevista à Het Laatste Nieuws divulgada pela agência Belga.

O primeiro-ministro reagiu assim à denúncia de um escritório de advocacia que representa cerca de 1.300 acionistas minoritários do Fortis na Bélgica, que consideram que a nacionalização parcial do banco e sua venda à entidade francesa BNP Paribas não foi regular, pois não houve assembléia geral para decidir sobre a operação.

Por enquanto, a Procuradoria do Tribunal de Comércio de Bruxelas deu razão aos denunciantes e pediu a nomeação de um administrador da entidade até a realização das assembléias extraordinárias previstas para 1º e 2 de dezembro.

Leterme assegurou que se o Tribunal declarar a venda ilegal, "o Estado retirará sua contribuição financeira e isso será uma boa notícia para o orçamento".

"Se não tivéssemos feito nada, a ação do Fortis não valeria um centavo hoje", destacou o chefe do Executivo.

"Os acionistas que protestam agora esqueceram rápido que eles também têm certa responsabilidade nos eventos, pois estavam na assembléia geral que aprovou por 98% dos votos a compra do banco holandês ABN" no ano passado, lembrou Leterme.

Meses após comprar a entidade holandesa junto ao Santander e ao Royal Bank of Scotland, o Fortis, atingido pelas turbulências financeiras, teve que ser resgatado com uma intervenção pública. EFE mvs/db

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