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Apesar do resultado negativo da divisão, maior banco da Suíça registra lucro líquido de aproximadamente US$ 1,69 bilhão

 O maior banco da Suíça, UBS, divulgou nesta terça-feira prejuízo na divisão de banco de investimento que surpreendeu o mercado e minimizou a interrupção na retirada de recursos por clientes pela primeira vez desde o início de 2008, um dos objetivos mais perseguidos pela instituição.

O lucro líquido do UBS no terceiro trimestre veio acima do esperado, mas isso foi obtido por um elevado crédito tributário que neutralizou a perda na divisão de banco de investimentos.

"Foi um resultado misto. A entrada líquida de novos recursos é claramente um fato positivo aliado a um forte balanço", disse Rainer Skierka, analista do Sarasin. "No lado operacional, pareceu bem fraco, o que não chega a ser novidade dado o que vimos divulgado pelo Credit Suisse e por outros bancos."

O UBS foi o segundo grande banco da Europa a divulgar números trimestrais depois que o também suíço Credit Suisse decepcionou investidores na semana passada com menores negócios com ações pressionando o desempenho de sua área de banco de investimentos.

As ações do UBS às 8h47 (horário de Brasília) despencavam 5,3 por cento, pressionando o índice de bancos da região e revertendo grande parte do ganho de 9 por cento obtido até agora este ano após o tombo sofrido durante a crise de crédito.

O resultado do banco de investimento marca uma tendência preocupante para outros bancos europeus que divulgam resultados esta semana, como o Deutsche Bank e os espanhois BBVA e Santander.

O UBS teve lucro líquido de 1,664 bilhão de francos suíços (aproximadamente US$ 1,69 bilhão), ante estimativa do mercado de ganho de 1,225 bilhão de francos em pesquisa da Reuters. O resultado foi impulsionado por um crédito tributário de 825 milhões de francos.

Enquanto isso, o banco de investimento da instituição teve prejuízo antes de impostos de 406 milhões de francos, contra lucro no segundo trimestre. Já o fluxo de entrada líquida de recursos de clientes somou 1,2 bilhão de francos.

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