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Nos 12 meses até fevereiro, os preços ao produtor subiram 3,3%, a menor alta desde agosto de 2010

Os preços ao produtor dos Estados Unidos registraram o maior ganho em cinco meses em fevereiro, diante do aumento dos custos de energia, segundo mostrou um relatório do governo divulgado nesta quinta-feira, mas as pressões inflacionárias subjacentes ficaram contidas.

O Departamento do Trabalho informou que o seu índice ajustado sazonalmente subiu 0,4% no mês passado, acelerando sobre o ganho de 0,1% registrado em janeiro. Economistas consultados pela Reuters esperavam que os preços nas fazendas, fábricas e refinarias tivessem alta de 0,5%.

Preços de atacado, excluindo os voláteis setores de alimentos e de energia, subiram 0,2%, desacelerando em relação ao aumento de 0,4% de janeiro. Embora o número tenha vindo em linha com as expectativas do economistas, esse foi o terceiro mês consecutivo de alta no núcleo de preços ao produtor.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, informou na terça-feira que o recente aumento nos preços do petróleo e da gasolina elevará a inflação apenas temporariamente. Os preços de produtos totais foram sustentados por um aumento de 1,3% em preços de energia, após uma queda de 0,5% em janeiro. Os preços de alimentos caíram 0,1%, depois de recuar 0,3% no mês anterior.

Nos 12 meses até fevereiro, os preços ao produtor subiram 3,3%, a menor alta desde agosto de 2010, após avançar 4,1% em janeiro. Os preços da gasolina subiram 4,3%, o maior ganho em cinco meses, após expandir 2% em fevereiro.

Excluindo alimentos e energia, os preços foram pressionados por farmacêuticos, que contaram por um terço do aumento nos preços ao produtor. Uma alta nos preços para aviação civil também contribuíram.

Os preços para veículos de passeio subiram 0,1%, após caírem 0,8% no mês anterior. Os preços para caminhões leves recuaram 0,4%, depois de um aumento de 0,9% no mês anterior. Nos 12 meses até fevereiro, o núcleo dos preços ao produtor subiram 3%, após avançar na mesma margem no mês anterior.

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