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SÃO PAULO - Os preços praticados no varejo paulistano recuaram 0,20% em fevereiro, acumulando baixa de 0,42% no primeiro bimestre deste ano e alta de 4,11% no período de 12 meses encerrados em fevereiro. De acordo com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), foi o terceiro mês consecutivo de baixa registrada pelo Índice de Preços no Varejo (IPV), com recuo de preços em oito dos 21 segmentos pesquisados.

O movimento de fevereiro foi liderado pela queda de preços no segmento de Veículos, onde a queda foi de 2,21% após baixa de 3,56% em janeiro. As ofertas geradas pela redução da demanda após a crise justificam o recuo de preços, assim como os descontos no IPI estabelecidos pelo governo desde o final do ano passado.

Também contribuíram para a retração do IPV a redução de 0,67% nos preços do setor de Vestuário, Tecidos e Calçados geradas pelas liquidações de queima de estoques. No bimestre os preços ficaram 1,38% menores.

Os preços de materiais de construção diminuíram 0,40%, primeira variação negativa desde junho de 2007. Para a Fecomercio, o movimento dos preços responde ao desaquecimento da demanda no segmento. Também recuaram 2,70% os preços praticados em Açougues da cidade, com excesso de oferta doméstica após a diminuição das vendas externas.

No setor de Eletrodomésticos houve recuo de 0,75% nos preços em fevereiro, após alta de 1,03% observada no primeiro mês deste ano. Também neste caso, a necessidade de regular os estoques resultou em promoções. Caíram ainda os preços em Livrarias (-0,34%), Eletroeletrônicos e Eletroportáteis (-0,09%) e Floriculturas (-0,34%).

O contraponto de alta no mês de fevereiro veio dos setores de Supermercados e de Feiras, que representam juntos 35% do índice todo e registraram aumento de 3,8% e de 0,17% nos preços. A pressão de alta veio principalmente de alimentos in natura que sofreram com as alterações climáticas no período.

No comércio de Combustíveis e Lubrificantes houve alta de 0,35% em fevereiro e em Autopeças e Acessórios o aumento chegou a 1,47%. Também apontaram avanço preços de Drogarias e Perfumarias (0,17%), Relojoarias (1,27%), Móveis e Decorações (0,21%), Óticas (1,89%) e Brinquedos (0,86%).

(Valor Online)

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