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São Paulo - Com a disparada dos preços do algodão no mercado internacional, os produtores brasileiros iniciaram uma corrida para aumentar a área plantada e atingir um recorde de produção na próxima safra, de 1,7 milhão de toneladas - isso se o clima ajudar e garantir chuva nos próximos cinco meses

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São Paulo - Com a disparada dos preços do algodão no mercado internacional, os produtores brasileiros iniciaram uma corrida para aumentar a área plantada e atingir um recorde de produção na próxima safra, de 1,7 milhão de toneladas - isso se o clima ajudar e garantir chuva nos próximos cinco meses. A área reservada ao plantio será 40% superior à da última safra, quando a seca prejudicou a colheita e deixou o mercado interno desabastecido. Em Mato Grosso, Estado que lidera a produção no País, os produtores estão deixando de plantar soja para investir no algodão. "Embora o preço da soja também esteja em alta, o algodão dá três vezes mais retorno", explica Fernando Terao, analista da consultoria Agra FNP. A área plantada no Estado, que na última safra foi de 428 mil hectares, será ampliada em 45%. Entre os produtores baianos, a área só não será maior porque não há máquinas suficientes para acompanhar o aumento da produção. "Se tivéssemos mais estrutura, a maior parte da produção de soja seria transferida para algodão porque o preço está muito chamativo", diz o produtor Celito Missio. Mas é Minas Gerais o Estado que mais investirá no aumento da área plantada, que sairá de 14,5 mil hectares para 27 mil, aumento de 90%. <b>La Niña</b> - Na safra 2009/2010, que está terminando agora, o plantio ocupou 824 mil hectares. A próxima terá 1,17 milhão. "Será uma das maiores áreas que o Brasil já teve nos últimos anos - perderá apenas para 2004, quando o preço também estava muito bom para o setor", diz Haroldo Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O fenômeno meteorológico "La Niña" que garante chuva e solo úmido nos primeiros meses de plantio, também está do lado dos produtores. Ganho de produtividade e aumento da área plantada farão a produção no País saltar de 1,050 milhão de toneladas para 1,7 milhão - quantidade suficiente para abastecer o mercado interno e garantir a exportação de cerca de 600 mil toneladas. "É a grande oportunidade de colocar nosso algodão no mercado internacional", diz Terao. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo</b>.

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