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O petróleo fechou em baixa pela quinta vez em seis sessões, apesar da escalada do conflito na Geórgia, por onde passa o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC), o segundo maior do mundo, que transporta o equivalente a cerca de 1% da demanda global por petróleo. Ontem, o petróleo foi pressionado para baixo pela alta do dólar, que está perto da máxima em seis meses em relação ao euro.

Na última semana, o petróleo caiu 8%, sobretudo por causa dos temores a respeito da demanda, em meio à desaceleração da economia global.

A contínua expectativa de queda na demanda por gasolina nos Estados Unidos ajudou a deixar o petróleo nesta segunda-feira em seu menor nível de fechamento desde 1º de maio. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo leve para setembro caiu US$ 0,75, ou 0,65%, para US$ 114,45 o barril. O petróleo do tipo Brent também para entrega em setembro fechou em baixa de US$ 0,66, em US$ 112,67 o barril no mercado eletrônico ICE.

No início do ano, os investidores compraram petróleo e outras commodities porque o dólar estava se enfraquecendo. Agora que a moeda norte-americana parece reverter esse movimento, os investidores começaram a sair de suas posições em commodities.

"Se o dólar continuar se recuperando, veremos mais queda em commodities, incluindo petróleo", disse Matt Zeman, chefe de transações da corretora LaSalle Futures Group.

Conflito

O mercado não tomou o agravamento do conflito na Geórgia como um motivo para impulsionar o preço do petróleo. A Geórgia abriga um trecho do oleoduto BTC, que transporta em média 850 mil barris por dia do Mar Cáspio para o Mediterrâneo. O oleoduto já estava fechado por causa de um incêndio num trecho na Turquia, na semana passada, e não deve ser reaberto pelas próximas duas semanas.

Os combates na Geórgia durante o fim de semana ficaram longe do oleoduto e os analistas acreditam que são remotas as chances de um ataque da Rússia à infra-estrutura de petróleo da Geórgia.

A probabilidade de problemas na oferta física ainda é pequena para que o mercado a leve a sério, disse Robert Johnston, analista do grupo Eurasia. "A menos que a situação militar piore muito e se amplie por toda a Geórgia, não acredito que o impacto no mercado será muito grande", comentou.

Johnston disse, no entanto, que o conflito pode ter implicações de longo prazo para os preços do petróleo porque pode pôr fim à viabilidade da Geórgia como alternativa segura à Rússia como rota de transporte de petróleo.

A gasolina Rbob (mistura reformulada) para entrega em setembro fechou em queda de US$ 0,0208 (0,7%), para US$ 2,866 o galão na Nymex. O óleo para calefação para setembro caiu 0,3%, para US$ 3,1195 o galão.

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