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O preço do álcool combustível nos postos da capital caiu 21,73% em relação a janeiro e voltou ao patamar do ano passado. Na primeira semana de maio, o preço médio do combustível na bomba caiu para R$ 1,441, o menor valor desde setembro de 2009, quando o litro do produto custava R$ 1,337, mostra levantamento realizado pelo InformEstado.

O preço do álcool combustível nos postos da capital caiu 21,73% em relação a janeiro e voltou ao patamar do ano passado. Na primeira semana de maio, o preço médio do combustível na bomba caiu para R$ 1,441, o menor valor desde setembro de 2009, quando o litro do produto custava R$ 1,337, mostra levantamento realizado pelo InformEstado. Isso ocorre devido a uma regularização do mercado produtor e do mercado consumidor. "Temos oferta e demanda equilibradas agora. No final do ano passado tínhamos uma demanda muito maior do que a capacidade de produção das usinas", explica Sérgio Prado, representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em Ribeirão Preto. No primeiro semestre de 2009, os produtores com receio da queda de demanda por causa da crise reduziram os preços do álcool, resultando na elevação da demanda pelo produto. Contudo, esse alto consumo não pôde ser mantido no segundo semestre por questões climáticas e de safra. Oferta menor "As chuvas atrapalharam a produção em período de entressafra. A produção que já seria reduzida pelo plantio, foi ainda menor por causa do clima. E os preços dispararam já que começou a faltar álcool no mercado", conta Genaro Marisca, diretor financeiro do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro). Para conter a alta do etanol com mais oferta no mercado, o governo reduziu o teor do álcool anidro na gasolina de 25% para 20% a partir de 1º de fevereiro, com duração de 90 dias. Na época também foi reduzido a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em R$ 0,08 para que a gasolina também não sofresse alta de preço nas bombas. Com a volta do equilíbrio entre mercado produtor e consumidor do etanol e passado o prazo dado por Brasília para a medida de contenção de alta do preço, o governo federal retornou a adição de 25% de álcool anidro à gasolina e a Cide R$ 0,23 por litro do combustível também voltou a ser cobrada. Plena safra "Precisamos ver qual será o impacto na gasolina neste mês. Acreditamos num aumento de R$ 0,03 na bomba no valor do litro. Já o álcool está em plena safra e o mercado se normalizou. Mas o preço não deve cair muito mais", avalia Marisca. Para Prado, os preços do etanol tendem a manter um equilíbrio entre oferta e demanda se não houver problemas climáticos.

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